Barroso defende limites a bônus mesmo com discordância dos EUA

Paris, 20 set (EFE).- O presidente da Comissão Europeia - órgão executivo da União Europeia (UE) -, José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje que o bloco deve regular os bônus pagos aos executivos de entidades financeiras, mesmo que não se chegue a um acordo sobre o assunto com os Estados Unidos.

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"Mesmo que os americanos não nos acompanhem, acho que temos que seguir adiante", declarou Durão Barroso à emissora "TV%".

Na entrevista, o português disse que o ideal seria conseguir um acordo sobre o tema na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países desenvolvidos e as principais nações emergentes).

Para o presidente da Comissão, na reunião do grupo prevista para esta semana, os países-membros da UE deveriam lutar "lutar por um teto (para as gratificações)". "Mas não sei qual será o resultado", acrescentou.

Segundo Durão Barroso, regular os sistemas de remuneração é importante porque "é preciso tirar conclusões do que aconteceu" com algumas entidades financeiras.

O português lembrou que a Comissão Europeia lançou uma iniciativa a respeito em 2004, mas esta não foi bem-sucedida.

Sobre as negociações para um acordo contra a mudança climática, Durão Barroso disse estar "muito preocupado", porque os contatos avançam "muito lentamente", apesar de este ser "um problema real".

EFE ac/sc

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