Barroso antecipa viagem a Copenhague para incentivar negociação

Bruxelas, 15 dez (EFE).- O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, viajará amanhã a Copenhague - um dia antes do previsto - para impulsionar as negociações na cúpula da ONU sobre mudança climática.

EFE |

"O presidente sente que ainda não foram alcançados progressos suficientes", anunciou em entrevista coletiva a porta-voz do Executivo, Pia Ahrenkilde.

Barroso deve reunir-se amanhã com representantes dos países em desenvolvimento e o mundo industrializado para tentar convencê-los sobre a necessidade de mais esforços por parte de todos e expor os compromissos adotados até agora pela UE.

Segundo Ahrenkilde, Barroso está confiante que a cúpula da ONU seja concluída no dia 18 de dezembro com um acordo sobre financiamento para ajudar aos países mais pobres a combater a mudança climática.

Barroso e o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, cujo país exerce neste semestre a Presidência rotativa da UE, enviaram hoje uma carta aos líderes internacionais para informar das últimas decisões adotadas pelos 27 membros sobre mudança climática.

Concretamente, destacam que a UE está disposta a entregar 2,4 bilhões euros anuais para ajudar entre 2010 e 2012 às nações em desenvolvimento a enfrentar o aquecimento e suas consequências e afirmam que esperam que o número global de financiamento para esse triênio fique entre 5 bilhões e 7 bilhões euros anuais.

"Acreditamos que é um compromisso significativo", asseguram na carta.

Barroso e Reinfeldt lembram que a União estima em 100 bilhões de euros ao ano as necessidades que os países em desenvolvimento terão a partir de 2020 e confirmam a disposição dos europeus de contribuir com esse financiamento no longo prazo.

Além disso, os representantes comunitários avaliam os compromissos mais recentes sobre o corte de emissões de dióxido de carbono e insistem em que o "objetivo comum deve ficar abaixo dos dois graus centígrados" - de aumento da temperatura -, para o que encorajam a todas as partes a apresentar ofertas coerentes com este limite.

Insistem em que a UE segue disposta a elevar seu compromisso de corte de CO2 em 2020 de 20% para 30% em comparação aos níveis de 1990.

"A oferta depende do que os outros países desenvolvidos vão apresentar e o que as nações em desenvolvimento contribuam de forma adequada conforme suas respectivas responsabilidades e capacidades", detalha a carta.

Durão Barroso e Reinfeldt afirmam também que a UE se encontra "unida em sua determinação para alcançar um resultado bem-sucedido de Copenhague" e que todos os líderes europeus auxiliarão ao encontro para chegar a um acordo sobre todas as questões destacadas.

EFE mrn/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG