O barco holandês que realizava abortos em águas internacionais, partindo da Espanha, abandonou nesta segunda-feira o porto espanhol de Valencia, informou uma porta-voz da organização Women on Waves.

A presença do iate na Espanha, desde a quinta-feira passada, causava protestos entre os grupos contrários ao aborto, e a prefeita conservadora de Valencia, Rita Barbera, descreveu a situação como "uma provocação".

A fundadora da organização holandesa sem fins lucrativos Women on Waves, Rebecca Gomberts, não revelou quantas mulheres tomaram a pílula abortiva no barco, que administrava a droga em águas internacionais.

"As mulheres que vêm ao barco não têm dinheiro para pagar clínicas privadas na Espanha. Há uma grande quantidade de imigrantes e de mulheres com menos de 18 anos", disse Gomberts.

A Espanha permite o aborto desde 1985, mas apenas em três situações: em até 12 semanas de gravidez após estupro, má-formação do feto e gravidez de risco para a mãe.

O barco da Women on Waves já visitou Irlanda (2001), Polônia (2003) e Portugal (2004), provocando protestos em cada um destes países.

wdb/LR

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