Barco com imigrantes afunda próximo à ilha italiana de Lampedusa

Guarda costeira procura cerca de 250 passageiros que teriam saído da Líbia ou da Tunísia em direção à Itália

iG São Paulo |

AP
Mulher recebe tratamento médico ao chegar à ilha de Lampedusa, após barco de imigrantes afundar

Cerca de 250 imigrantes do norte da África estão desaparecidos no mar Mediterrâneo, depois de o barco em que estavam ter virado por conta do mau tempo perto da ilha italiana de Lampedusa, localizada entre o sul da Itália e a Tunísia.

A embarcação que afundou na manhã desta quarta-feira era ocupada por cidadãos norte-africanos, incluindo mulheres e crianças. Acredita-se que o barco tenha partido da Líbia ou da Tunísia.

Segundo autoridades italianas, 51 passageiros foram resgatados com vida e a guarda costeira de Lampedusa usa lanchas e helicópteros para localizar os desaparecidos. Acredita-se que cerca de 300 imigrantes estavam a bordo, e há relatos de que cerca de 20 corpos foram encontrados. Esta informação, porém, ainda não foi confirmada oficialmente.

Lampedusa enfrenta uma forte onda migratória vinda do norte da África, de moradores que tentam escapar tanto da pobreza quanto dos conflitos recentes na região. Como a quantidade de imigrantes na ilha superou o número de habitantes locais, a Itália se viu forçada a levar alguns deles ao continente e reforçar o controle nos portos.

A situação de Lampedusa levanta preocupação entre os demais governos europeus, que temem que as revoltas nos países árabes e muçulmanos provoquem uma explosão no número de pessoas que buscam asilo no continente. Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, chegou a citar a possibilidade de um "tsunami humano" na Europa.

Nesta quarta, o jornal italiano "La Repubblica" relatou um acordo feito entre os governos de Berlusconi e o da Tunísia, para conter a imigração oriunda do país em decorrência da instabilidade política. A Itália disse que dará vistos de permanência temporária a 20 mil tunisianos que já estão em seu território, mas agregou que deportará os demais que chegarem ali.

Com BBC

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