Barcelona (1992): A consagração do vôlei masculino e do judô

Redação Central, 5 ago (EFE).- A consagração de uma geração no vôlei masculino e a surpreendente medalha de ouro no judô foram os principais motivos de comemoração do Brasil nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

EFE |

O vôlei masculino subiu ainda mais alto no pódio que em Los Angeles, e levou o ouro apresentando uma equipe renovada. Giovane, Tande, Marcelo Negrão, Maurício, Carlão e Paulão entre outros, viraram ídolos da torcida, dando o impulso definitivo para o esporte no país.

Na campanha, o Brasil perdeu apenas três sets dos 24 disputados e passaram por Coréia do Sul, Comunidade dos Estados Independentes (CEI, delegação que representava os países da ex-União Soviética), Holanda, Cuba, Argélia, Japão e Estados Unidos, antes de derrotar os holandeses novamente na decisão por 3 sets a 0.

No feminino, surgiu a geração de Ana Moser, Leila, Ida, Ana Paula, Márcia Fu, Fernanda Venturini, entre outras, que terminou o torneio na quarta colocação, após perder o bronze para os EUA.

O estreante em Jogos Olímpícos, Rogério Sampaio, não estava entre as estrelas da equipe de judô, mas com uma seqüência de vitórias arrasadoras, o meio-leve levou mais um ouro para o país no esporte - depois do conquistado por Aurélio Miguel quatro anos antes - ao derrotar o húngaro Jozsef Csak na decisão.

Miguel também marcou presença em Barcelona, sendo derrotado nas quartas-de-final dos meio-pesados por outro húngaro, Antal Kovacs, que ficaria com o ouro.

Na natação, um jovem Gustavo Borges, com 19 anos, repetiu o feito de Ricardo Prado em Los Angeles e conquistou a prata nos 100 metros livre, chegando atrás do russo Aleksandr Popov.

Borges foi também um dos responsáveis pelas boas participações das equipes de revezamento 4x100 e 4x200 metros livre, que ficaram em sexto e sétimo lugar, respectivamente.

Já no atletismo, o pódio escapou por muito pouco nos 200 metros com Robson Caetano, nos 800 metros com Zequinha Barbosa, e no revezamento 4x400 metros, com Caetano, Ediélson Tenório, Sérgio Mathias e Sidney Teles de Souza. Todos ficaram em quarto lugar.

Contando com praticamente o mesmo time dos Jogos de Seul, o basquete masculino terminou na quinta colocação. Já o feminino fez sua estréia olímpica com uma equipe que incluía Hortência, Paula, Janeth, Marta, entre outras, mas ficou apenas em sétimo lugar entre oito equipes.

A maior decepção nos esportes coletivos ficou por conta do futebol, que não conseguiu se classificar no torneio pré-olímpico, deixando as vagas sul-americanas para Paraguai e Colômbia.

No hipismo, Rodrigo Pessoa - então com apenas 19 anos, o cavaleiro mais jovem a competir no esporte na história dos Jogos Olímpicos - terminou em um honroso nono lugar no salto individual, o melhor desempenho da equipe brasileira em Barcelona.

Seu recorde como competidor mais jovem no hipismo dos Jogos será quebrado este ano, em Pequim, pela também brasileira Luiza Almeida, da equipe de adestramento.

Já o iatismo decepcionou e voltou sem medalhas. O melhor resultado foi o oitavo lugar de Lars Grael e Clínio de Freitas na classe Tornado.

No tênis, Jaime Oncins chegou às quartas-de-final do torneio de simples, mas caiu diante de Andrei Cherkasov, da delegação de CEI.

Depois das oito medalhas ganhas em Los Angeles e das seis em Seul, o Brasil voltou de Barcelona com apenas a metade do número obtido quatro anos antes. A delegação na Espanha foi composta por 197 atletas, sendo 146 homens e 51 mulheres.

Se por um lado o país repetiu as duas medalhas de ouro que só havia conquistado em Moscou, em 1980, por outro, curiosamente, não trouxe nenhuma de bronze, o que não acontecia desde os Jogos de Melbourne, em 1956.

Os brasileiros competiram ainda no boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, ginástica, handebol, levantamento de peso, luta livre, nado sincronizado, saltos ornamentais, tênis de mesa e tiro. EFE ev/plc

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