JERUSALÉM - O ministro da Defesa israelense e líder do Partido Trabalhista, Ehud Barak, pediu nesta terça-feira que os membros de seu partido apoiem a participação da legenda em um governo liderado pelo dirigente do conservador Likud, Benjamin Netanyahu.


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O líder do Partido Trabalhista chegou esta manhã a um acordo com o chefe do Likud. Equipes das duas legendas passaram a noite negociando um pacto que oferece ao trabalhismo entrar no governo de Netanyahu com cinco ministros, dois vice-ministros e um cargo de presidente de comissão parlamentar, informou a imprensa local.

Agora, os membros do Comitê Central do Partido Trabalhista estão reunidos para decidir se aprovam a entrada da legenda em um Executivo de direita.

Em discurso, Barak pediu aos trabalhistas que deixem para trás o "radicalismo" e votem pela "unidade". Interrompido várias vezes por vaias dos críticos, ele disse: "não temos outro país. Podem gritar 'oposição', tudo o que quiserem, mas a maioria dos eleitores trabalhistas quer nos ver no governo".

Uma das opositoras à iniciativa, a deputada e jornalista Shelly Yacimovich, insistiu que "não há nenhuma vergonha em se sentar na oposição. Pelo contrário, é uma grande honra".

A deputada acrescentou que "este é o governo de Netanyahu, de (chefe do ultra-direitista Israel Beiteinu, Avigdor) Lieberman e do Shas (partido religioso sefardita), e seu programa não coincide com o nosso".

Na última semana, sete dos 13 deputados que o Partido Trabalhista conseguiu nas eleições de 10 de fevereiro manifestaram sua oposição a um pacto como o alcançado nesta manhã.

Segundo o acordo, o novo governo deverá delinear um plano para a paz n Oriente Médio, continuar as negociações de paz e se comprometer a respeitar os acordos assinados por Israel até o momento, além de "fazer cumprir a lei" nos postos de avanço ilegais dos assentamentos judaicos na Cisjordânia.

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