Barak diz que ofensiva contra o Hamas poderia acelerar libertação de Shalit

Jerusalém, 22 jan (EFE).- A ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza poderia acelerar a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado pelo movimento islâmico e outras milícias em junho de 2006, disse hoje o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak.

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Barak admitiu que a libertação de Shalit iria requerer tomar "decisões duras", em referência à libertação de presos que o Hamas exige para entregar o soldado preso.

O jornal israelense "Ha'aretz" publicou hoje que vários membros do Governo abrandaram suas posturas sobre o preço a pagar pela libertação de Shalit, e poderiam agora estar mais dispostos a fazer concessões que há alguns meses.

O Hamas exige a libertação de mil presos palestinos em troca do jovem soldado, muitos deles com crimes de sangue, mas até há pouco Israel se negava a libertar aqueles que tivessem participado de "atividades terroristas".

"Há uma maioria sólida no Gabinete que apoia a libertação de muitos assassinos para a libertação de Shalit", declarou ao jornal um ministro que também faz parte do Gabinete de Segurança, que toma este tipo de decisões.

A devolução do soldado poderia estar entre as condições de Israel para o estabelecimento de uma trégua definitiva em Gaza.

O Hamas exige, além da libertação de mil palestinos, a reabertura dos postos fronteiriços e o fim do bloqueio à região. Porém, até o momento Israel se nega a abrir as fronteiras até que se liberte Shalit. EFE aca/fal

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