Barack Obama volta suas atenções para as eleições gerais nos EUA

Washington, 10 mai (EFE).- Os pré-candidatos do Partido Democrata às Casa Branca Barack Obama e Hillary Clinton fazem campanha hoje no Oregon, onde o senador criticou o republicano John McCain e não sua adversária democrata, considerando que a vantagem conseguida até agora faz com que ele já volte suas atenções para o pleito geral.

EFE |

Hillary continua buscando o ponto fraco de Obama, mas o senador por Illinois faz pouco caso, consciente de que a longa carreira para ganhar o voto dos democratas está chegando ao fim.

A ampla derrota de Hillary na terça-feira na Carolina do Norte e sua vitória muito estreita em Indiana a colocaram em apuros.

Os meios de comunicação já especulam sobre os cofres eleitorais vazios da pré-candidata democrata, e sobre quando sairá da disputa e e se há a possibilidade de que concorra à Vice-Presidência.

Hoje, os dois senadores iniciaram o dia no estado do Oregon, com Obama de confiança renovada, cujo discurso criticou as propostas econômicas e de saúde do republicano John McCain, além do apoio deste à Guerra do Iraque.

"Vamos colocar fim às eleições (primárias) aqui no Oregon", disse Obama nesta sexta-feira, em um comício em Eugene.

Isso significaria sua "coroação" como candidato democrata em 20 de maio. Os moradores do estado já estão votando, pois o pleito será totalmente pelos correios.

Enquanto isso, Hillary critica o plano de saúde de Obama, porque acredita que não oferecerá cobertura universal, mas ao mesmo tempo se vê obrigada a reiterar em cada discurso que continuará na disputa.

Também argumenta que está mais bem preparada para derrotar McCain em novembro.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal "Los Angeles Times" indica que a senadora receberia 47% do votos se enfrentasse neste momento McCain, que ganharia 38%. Os outros entrevistados declararam não ter decidido ou não quiseram responder.

Obama também venceria o republicano, com uma margem menor, de 46% a 40% para McCain.

O estudo revela um aumento do apoio aos democratas desde fevereiro, quando uma pesquisa semelhante colocava sua vantagem dentro da margem de erro.

"Embora tenha havido muita luta entre os dois candidatos democratas, os resultados indicam que os dois democratas ganhariam McCain e isso se deve à fraqueza da economia", disse Susan Pinkus, a diretora de pesquisas do jornal de Los Angeles.

Os entrevistados deram ao republicano a pior nota entre os três políticos quando avaliaram quem dirigiria melhor a economia do país.

Hillary ganhou Obama nesse quesito.

Uma das incógnitas sobre o futuro da senadora é em relação ao dinheiro para a campanha. Há um ano, previa-se que Clinton obteria muita arrecadação com sua rede de conexões de alto nível.

No entanto, Obama recebeu um apoio majoritário de pequenos doadores através da internet.

A senadora participará hoje de um ato de arrecadação de fundos em Nova York, depois que teve que colocar em sua campanha mais de US$ 6,4 milhões de sua fortuna pessoal no último mês.

McCain, que também parte com desvantagem econômica frente a Obama, assistirá a uma sessão semelhante hoje no Texas.

Restam seis primárias democratas e Hillary tem clara vantagem no próximo, que acontecerá na Virgínia Ocidental, na terça-feira.

Trata-se de um estado com 97% de população branca e com uma ampla classe operária e rural, que é o grupo mais leal à ex-primeira-dama americana. As enquetes dão a Hillary uma superioridade impressionante de entre 30 e 40 pontos percentuais frente a Obama.

No entanto, estão em jogo apenas 28 delegados, insuficientes para enfrentar a grande vantagem de Obama, que conta atualmente com 1.862 delegados, frente aos 1.693 de Hilarry, segundo a rede de televisão "ABC".

Cálculos da imprensa americana apresentam pequenas diferenças, e o Partido Democrata não dá um número oficial.

Dependendo também das fontes, os dois senadores estão empatados no número de "superdelegados" - notáveis do partido que podem escolher qualquer candidato - ou Obama tem leve vantagem.

Nas outras primárias que restam, Obama é favorito no Oregon e em Dakota do Sul, enquanto Hillary está na frente das pesquisas em Kentucky e Porto Rico. Não há enquetes públicas recentes sobre Montana. EFE cma/an

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