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Barack Obama pede ações imediatas do Congresso contra crise

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso americano que aprove medidas imediatas para combater a crise financeira no país. Em um pronunciamento de rádio na manhã deste sábado, Obama disse que ao mesmo tempo em que está feliz com a reunião de chefes de Estado do G20 neste fim de semana, em Washington, ações devem ser tomadas imediatamente para aliviar a dor de milhares de americanos.

BBC Brasil |

"Estou feliz que o presidente Bush tenha iniciado este processo porque nossa crise econômica global requer uma resposta global coordenada", disse ele, que não participa da cúpula.

"Mas, apesar disso, à medida que discutimos com outros países, nós devemos agir imediatamente para lidar com a crise econômica interna."
O presidente eleito ainda disse estar mais esperançoso do que nunca de que os Estados Unidos "encontrarão o caminho" para vencer seus problemas financeiros.

"Eu peço (ao Congresso) que aprove pelo menos uma parte de um plano de resgate maior que criará empregos, aliviará o aperto financeiro das famílias e ajudará a economia a crescer novamente".

"Se não o fizer, esta será a minha primeira demanda como presidente", disse Obama, que tomará posse no dia 20 de janeiro.

O pronunciamento foi feito um dia antes de Obama renunciar ao seu cargo como senador pelo Estado de Illinois, o que significa que ele não estará presente ao próximo encontro do Congresso, esta semana.

Reunião do G20
No discurso de abertura da reunião do G20, na noite de sexta-feira, o presidente americano, George W. Bush, disse que a crise financeira internacional não "será resolvida em um dia".

"Este problema não se desenvolveu da noite para o dia e não será resolvido da noite para o dia, mas com cooperação contínua e determinação", disse o presidente.

Reunidos em Washington este fim de semana, líderes mundiais esperam chegar a um acordo sobre medidas de longo prazo que serão adotadas para evitar futuras crises e sobre um plano de estímulo econômico coordenado.

No entanto, há divergências entre os países participantes. Enquanto os europeus e países emergentes como o Brasil defendem regras mais estritas e maior regulação dos mercados, os Estados Unidos preferem reformas mais moderadas.

Após o discurso de abertura, o ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrueck disse que "a janela de oportunidades" nunca esteve tão aberta.

A reunião deste sábado, marcada em caráter emergencial, gerou grande expectativa quando foi sugerida pelo presidente americano, George W. Bush.

Os líderes europeus, sobretudo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegaram a falar em uma nova arquitetura global ou um "novo Bretton Woods", em comparação à reunião de 1944, que levou à criação do FMI e do Banco Mundial.

No entanto, essa expectativa foi reduzida nos últimos dias. O próprio presidente Lula disse que não se pode esperar resultados concretos porque a reunião seria "apenas o começo" de um processo.

Essa é a primeira vez que a reunião do G20 é realizada com líderes de Estado. Na estrutura tradicional, as reuniões são comandadas por ministros da Fazenda e banqueiros centrais.

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