Barack Obama faz visita surpresa ao Kuwait

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou na noite deste domingo ao Kuwait vindo do Afeganistão, onde iniciou uma viagem internacional, confirmou há pouco a agência oficial Kuna.

Redação com agências |

Obama, que seguirá depois para Iraque, Jordânia, Israel e Europa, reuniu-se com o emir do Kuwait, o xeque Sabah Al Ahmad Al Sabah, para tratar "temas de interesse mútuo", acrescentou a agência Kuna, sem mais detalhes. O emir recebe Obama para um jantar.

No Emirado, estão mobilizados cerca de 15.000 soldados americanos e pelo país transitam os militares que se dirigem ao Iraque.


Obama se encontrou com militares norte-americanos em Cabul / AFP

Antes, numa visita a Cabul, o candidato democrata à Casa Branca, disse neste domingo que o aumento das tropas americanas no Afeganistão deve ser promovido "agora", sem esperar o novo governo que sairá da eleição presidencial de novembro.

"Se esperarmos o novo governo, poderá levar um ano para que essas tropas adicionais cheguem ao teatro de operações, aqui, no Afeganistão", declarou Obama, em visita a esse país, à rede de TV CBS.

"Temos que compreender que a situação no Afeganistão é precária", ressaltou, pedindo uma resposta "urgente". O Afeganistão deve ser "o objetivo principal" dos Estados Unidos, "a frente central de nossa batalha contra o terrorismo", repetiu.

Obama faz do Afeganistão uma de suas prioridades em política externa, ao considerar que "a frente central da guerra contra o terrorismo" não é o Iraque e sim o Afeganistão.

Obama tomou café da manhã com militares americanos em Cabul, no acampamento de Eggers, onde são formados e capacitados os soldados e policiais afegãos, disse à AFP o tenente-coronel Dave Johnson.

Em Bagdá, o governo iraquiano negou neste domingo a idéia de que o primeiro-ministro Nuri al-Maliki apóie o candidato Barack Obama.

O porta-voz do governo Ali Debbagh assegurou que um comentário de Maliki a uma revista alemã sobre a retirada total das tropas americanas proposta por Obama havia sido "mal interpretado".

Maliki comentou à revista alemã que o compromisso de Obama de retirar as tropas americanas do Iraque em um prazo de 16 meses caso seja eleito presidente "nos parece um prazo adequado, embora tenha de haver pequenas mudanças".

Encontro com Karzai

Obama reuniu-se neste domingo em Cabul com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, com quem conversou sobre a guerra contra o terrorismo e o tráfico de drogas no país.

Em entrevista coletiva, o porta-voz presidencial, Humayun Hamidzada, confirmou que Karzai e uma delegação de senadores, entre os quais se encontrava Obama, almoçaram juntos e mantiveram um encontro de pouco mais de uma hora.

"Falaram sobre as relações bilaterais (entre Afeganistão e Estados Unidos), a guerra contra o terrorismo e o tráfico de drogas, assim como sobre a cooperação regional", explicou Hamidzada.


Obama se econtrou com Karzai neste domingo / AP

Na semana passada, Obama criticou o presidente afegão em entrevista à CNN. 'Acho que o governo Karzai não saiu do bunker para ajudar a organizar o Afeganistão, seu governo, seu judiciário, as forças policiais de maneira que desse confiança ao povo. Então há muitos problemas lá', disse.

Viagem surpresa

O senador de Illinois chegou no sábado em visita surpresa ao Afeganistão e iniciou, assim, uma viagem por Europa e Oriente Médio que o levará também a Israel, Jordânia, Reino Unido e Alemanha, e não se descarta que vá também ao Iraque.

Após aterrissar em Cabul, Obama visitou as tropas americanas desdobradas na base de Jalalabad, na província de Nangarhar (leste), após o que voou a Bagram, localidade situada 60 quilômetros ao noroeste de Cabul, onde os Estados Unidos têm a mais importante base aérea do país no Afeganistão.

Obama passou a noite em Bagram, e nesta manhã voltou a Cabul, onde tomou café-da-manhã com soldados americanos antes de se reunir com Karzai.


Obama conversa com soldados na fila do "bandejão" / AP

Comitiva

Obama viaja na companhia dos senadores Chuck Hagel (Republicano) e Jack Reed (Democrata), ambos veteranos de guerra que têm sido mencionados pela mídia como potenciais candidatos a vice-presidente do democrata. Contudo, Reed já declarou que não está interessado na vaga.

Na terça-feira Obama deverá fazer uma parada na Jordânia, antes de viajar para Israel e depois seguir para a Europa, onde visitará a Alemanha, a França e o Reino Unido.

Frenesi informativo

A viagem do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, acaba por se assemelhar a visitas presidenciais.

Em geral, a Casa Branca costuma tornar pública quando será realizada uma viagem presidencial pelo menos uma semana antes do início -as exceções são visitas ao Iraque ou Afeganistão. Já a equipe de campanha de Obama manteve o mistério sobre a data oficial, que só foi divulgada poucos dias antes.

A viagem já gerou um verdadeiro frenesi informativo. Cerca de 200 jornalistas pediram para acompanhar o candidato, mas a equipe de Obama só pôde conseguir vaga para aproximadamente 40.

Em comparação, McCain viajou ao exterior em três ocasiões nos últimos quatro meses, mas recebeu uma cobertura midiática muito inferior. Em sua visita ao México e à Colômbia, apenas duas das grandes emissoras enviaram enviados especiais, e nenhum deles era apresentador de noticiários.

Alguns meios de comunicação já compararam a cobertura e a expectativa da viagem de Obama - a primeira ao exterior desde que começou a temporada de primárias, em janeiro - a uma turnê dos Beatles.

Até o momento, pouco se sabe sobre as atividades de Obama em sua viagem. No entanto, está previsto um encontro com os líderes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, e uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, na Alemanha.

(Com informações da AFP e Reuters)

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