Barack Obama faz os Estados Unidos chorarem de alegria

A vitória de Barak Obama desatou nas principais cidades dos Estados Unidos uma onda de festejos e, entre sorrisos e lágrimas, milhares de pessoas saíram às ruas do país para manifestar sua alegria.

AFP |

Em Chicago, reduto de Obama, a divulgação dos resultados faz cerca de 240 mil pessoas reunidas no Grant Park explodir em exaltação.

Alguns se abraçam, outros dançam, os aplausos são initerruptos.

"O coração está palpitando", explica Shirley Vaughn, que luta para encontrar palavras que expressem a alegria que sente em ver um negro ser eleito presidente dos Estados Unidos. "Esse é um momento verdadeiramente histórico, estar aqui, com todas essas pessoas", consegue balbuciar, entre lágrimas.

"Queria poder dizer, daqui a 20 ou 30 anos, que eu participei disso tudo", afirma a estudante Michelle Culpepper, de 40 anos.

O líder da luta pelos direitos civis, Jesse Jackson, que tentou infrutiferamente a candidatura democrata em 1984 e 1988, também derrama sem disfarçar copiosas lágrimas de alegria.

Em todo o país, as mesmas cenas de júbilo se repetem. Em Seattle (Washington), Filadélfia (Pensilvânia) e até Atlanta (Geórgia), as pessoas saem às ruas para festejar.

Em Hollywood (Califórnia), a festa recorda a celebração do Ano Novo: as pessoas se abraçam, dançam, os carros tocam suas buzinas.

"Esta é a primeira noite de um novo capítulo da história de nosso país!", exclama John Richardson, de 43 anos. No reduto da comunidade gay de Hollywood centenas de pessoas comemoram num verdadeiro ambiente de carnaval.

Na Times Square, a zona mais animada de Manhattan, em Nova York, milhares de pessoas se reuniram aos gritos de alegria, enquanto os telões transmitiam a vitória do senador democrta.

"É um momento incrível, histórico para os Estados Unidos. Houve períodos bem obscuros nos últimos oito anos", comenta Andrew Bernard, produtor de filmes que foi para a Times Square junto com seu filho de 10 anos para participar nas comemorações.

No "Body", um bar do bairro do Harlem, no norte de Nova York, a vitória, anunciada nas televisões de plasma, deu vazão à alegria incontida.

"Em uma geração, passamos de escravos a ter um presidente negro", afirma uma cliente, antes de ligar para sua avó de 95 anos para contar a notícia.

Um último momento de reflexão ante o discurso do vencedor Obama é interrompido por uma voz que entoa o slogam de Obama "Yes we can" ao ritmo do R'n'B.

Em Miami, as pessoas comemoram ao som do slogan de Obama em espanhol, "Sí, se puede" a notícia vista nos telões.

Em Washington, cerca de 2.000 jovens aos gritos de "Obama, Obama!" se reúnem diante da Casa Branca, num ambiente que mais lembra a comemoraçao de um evento esportivo.

Entre cartazes de apoio a Obama, a multidão canta "Adeus" em vários idiomas numa mensagem ao atual inquilino da Casa Branca, George W. Bush.

"Nunca pensei que viveria para ver um dia como este", afirma Ted Howard, um negro de 64 anos, embargado pela emoção.

A algumas quadras ao norte da sede do governo, milhares de pessoas invadem a U Street, local simbólico por ter sido o centro dos distúrbios que assolaram a cidade em 1968.

bur-eg/cn

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