Barack Obama admite equívoco em declarações sobre cidades pequenas

Washington, 12 abr (EFE).- O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama admitiu hoje um equívoco em declarações sobre a situação nas cidades pequenas, que seus adversários qualificaram como classistas.

EFE |

Em um comício hoje em Indiana, o senador disse que não se expressou nessas declarações "tão bem quanto deveria".

Naquelas declarações, em reunião privada em San Francisco com doadores a sua campanha, na semana passada, Obama se referiu à "amargura" em localidades da Pensilvânia onde os postos de trabalho desaparecendo com os anos e que, segundo ele, fizeram com que os eleitores de classe trabalhadora recorram "às armas ou à religião".

"A pessoa vai a essas pequenas localidades da Pensilvânia e, como em outros pequenos povoados da região central, os postos de trabalho desapareceram em 25 anos, sem que fossem substituídos", afirmou.

"Não é estranho que estejam ressentidos, que se aferrem a suas armas, à religião ou a sua antipatia contra as pessoas que não são como eles, ao sentimento antiimigrante ou ao sentimento anticomercial como forma de explicar suas frustrações", acrescentou nas declarações da semana passada.

Essas declarações foram criticadas e tachadas de elitistas por seus adversários na corrida presidencial, a democrata Hillary Clinton e o republicano John McCain.

Hillary disse que esses comentários mostram que o senador "olha de cima" para os eleitores da Pensilvânia, que será palco de eleições primárias em 22 de abril.

Os cidadãos de "Pensilvânia não precisam de um presidente que os olhe com desprezo. Precisa de um presidente que os defenda, que lute por eles, que trabalhe por seu futuro, pelo de suas famílias", disse a pré-candidata.

De acordo com Steve Schmidt, assessor do senador John McCain, o candidato republicano qualificou os comentários de Obama como "notáveis e extremamente reveladores".

"Mostram um elitismo e uma condescendência em relação aos trabalhadores americanos que cortam o ânimo. É difícil imaginar que haja alguém que aspire à Presidência e esteja mais fora da realidade do americano médio", acrescentou. EFE mv/an

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