Barack Hussein Obama toma posse como 44º presidente dos EUA nesta terça-feira

WASHINGTON - Milhares de pessoas seguiam na manhã desta terça-feira para o Capitólio, em Washington, para assistir à cerimônia de posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, de 47 anos, filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas.

Redação com agências internacionais |

Desde o amanhecer o centro da capital se mostrou em plena efervescência. Os cafés e supermercados estavam abertos, repletos de americanos e turistas estrangeiros se preparando para enfrentar o frio glacial nas ruas.

O público esperado para a festa da posse em Washington poderá bater o recorde estabelecido em 1965 por Lyndon Johnson (1963-1969) - sucessor do assassinado presidente John F. Kennedy (1961-1963) -, que jurou diante de 1,2 milhão de americanos.

Obama chegou à presidência após uma extraordinária e organizada campanha de dois anos, derrotando o republicano John McCain e fazendo história ao se tornar o primeiro negro a ser eleito presidente do país.

Cerimônia de posse

A cerimônia começa às 10h local (13h de Brasília) ao ar livre, diante do Capitólio, sede do Congresso. Barack Obama será juramentado ao meio-dia (15h de Brasília) com a bíblia de Abraham Lincoln e pronunciará seu discurso de posse.


Milhares de pessoas estão em Washington para a posse de Obama / Reuters

Durante o juramento, o presidente eleito lerá um texto breve de 35 palavras: "Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente cumprir escrupulosamente as funções de presidente dos Estados Unidos, e, em toda a medida de minhas possibilidades, salvaguardar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos".

O posterior discurso de posse do novo presidente, o mais aguardado de sua carreira , deve durar 20 minutos. O mais curto foi pronunciado por George Washington em sua segunda posse; o mais longo por William Henry Harrison, em 1841, em meio a uma tempestade de neve. Seu discurso durou uma hora e 45 minutos e ele morreu um mês depois devido a uma pneumonia.

Os presidente juram desde 1981 no terraço da ala ocidental do Capitólio. Foi Ronald Reagan que pediu que a cerimônia fosse realizada ali ao invés da ala oriental, como era costume desde o presidente Andrew Jackson, em 1829. Reagan queria perstar juramento olhando para a Califórnia, Estado do qual era governador antes de ser eleito presidente.


Prédio do Capitólio, onde Obama fará seu discurso / Reuters

Discurso cheio de expectativas

Ao redigir um dos discursos de posse mais aguardados da história , Obama tentará assegurar os norte-americanos quanto à recuperação econômica , e sinalizará ao mundo o desejo de melhorar a combalida imagem externa do país.

Mas Obama, eleito com a promessa de mudança após oito anos sob o comando do republicano George W. Bush, também estará ciente de que, se mantiver as expectativas elevadas demais, poderá frustrar seus admiradores. 

"O discurso irá descrever o momento em que estamos e o espírito necessário para emergir da crise ainda mais fortes e unidos do que antes", disse o porta-voz de Obama, Nick Shapiro.

Ex-redatores de discursos presidenciais prevêem que Obama evitará apresentar uma lista com várias propostas. Em vez disso, usará seu dom oratório para descrever os desafios do país e propor uma saída.

"O pronunciamento de posse é um discurso em que um presidente começa com os primeiros princípios e estabelece uma direção para o país", disse Jeff Shesol, que redigia discursos para o ex-presidente Bill Clinton. "Ele define um momento no tempo. Dá a sensação de quem ele é, como vê este momento, e aonde acha que devemos ir", afirmou.


Obama é conhecido por ser ótimo orador / AP

Fim da era Bush

Duas guerras, uma crise econômica e um rombo de mais de 10 trilhões na dívida pública do governo. É esse o cenário que Bush vai deixar para seu sucessor .

Bush chegou ao poder em 2000, após vencer o democrata Al Gore em uma controversa eleição, que foi decidida pela Suprema Corte após problema de recontagem nas urnas da Flórida.


Bush deixa o cargo nesta terça-feira / AP

O ano de 2001 foi o ponto de virada no mandato de Bush, após os atentados de 11 de setembro. Ao final daquele mês, quando a população americana ainda se esforçava para entender o que havia acontecido, o presidente chegou a ter 90% de aprovação segundo a pesquisa Gallup, um recorde histórico.

Oito anos depois, a mesma pesquisa apontou que Bush bateu outro recorde, mas desta vez por causa da baixa taxa de aprovação, com 73% da população reprovando sua administração.

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