Bangladesh detém 25 mil pessoas; governo nega motivação política

DACA (Reuters) - O governo provisório de Bangladesh, amparado pelo exército do país, divulgou neste domingo a prisão de 25 mil pessoas nas últimas duas semanas, numa ofensiva contra criminosos e arruaceiros antes da eleição parlamentar em dezembro. Os principais partidos políticos locais, incluindo a Liga Awami, do ex-primeiro-ministro Sheikh Hasina, e o Partido Nacionalista de Bangladesh, do ex-primeiro-ministro Begum Khaleda Zia, disseram que a maior parte dos prisioneiros pertence a partidos.

Reuters |

'A ação não teve motivação política ou pretensão de deter ativistas políticos', afirmou o major-general aposentado M.A.

Matin, conselheiro de Assuntos Internos do governo.

'Não temos intenções políticas por trás destas prisões', acrescentou, durante uma entrevista coletiva.

Na terça-feira, o Departamento de Estado dos EUA mostrou preocupação com o número de pessoas detidas em Bangladesh. Em 5 de junho, a ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch instou o governo provisório a formalizar uma acusação contra os prisioneiros ou libertá-los.

A polícia disse ter prendido 24.862 pessoas entre o dia 28 de maio e a última quinta-feira, acrescentando que a ação deve continuar, de forma a garantir uma eleição livre de problemas.

Hasina e Khaleda pediram às autoridades que interrompessem as prisões em massa e criassem uma atmosfera apropriada para a eleição, que devolverá o poder a um governo eleito.

Os dois ex-primeiros-ministros foram presos, acusados de corrupção, apesar de Hasina ter sido liberado na quarta-feira para passar por tratamento médico em outro país.

Ambos foram detidos, juntamente com outros 170 ícones políticos, após a autoridade provisória assumir o comando de Bangladesh em janeiro de 2007,

Matin afirmou: 'A recente ofensiva foi lançada após ataques contra a polícia, fábricas de roupas e o aumento das atividades criminosas em todo o país.'

A polícia divulgou que pelo menos 10 pessoas foram mortas por criminosos em Daca no mês passado.

(Por Masud Karim)

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