Washington, 26 ago (EFE).- As bandeiras do Congresso dos Estados Unidos foram hasteadas hoje a meio mastro, em sinal de luto pelo senador Edward Kennedy, que morreu na terça-feira à noite aos 77 anos, após uma longa batalha com um câncer cerebral, que colocou fim a uma das carreiras políticas mais importantes das últimas cinco décadas.

A família Kennedy, que começou a se reunir na casa do patriarca, em Hyannis Port, em Massachusetts, onde ontem à noite o senador morreu, não anunciou ainda os planos para o funeral.

Até o momento de sua morte, o "leão do Senado", como se conhecia Ted Kennedy, era o segundo senador mais antigo da Câmara Alta, onde esteve durante 47 anos, ao longo dos quais impulsionou várias leis no âmbito dos direitos civis, melhorias para os deficientes, saúde e educação.

Uma de suas últimas intervenções no Senado aconteceu em julho de 2008, quando foi à Câmara para participar de uma votação-chave sobre o plano de saúde para os aposentados, o Medicare, e onde recebeu um caloroso aplauso dos colegas.

A ausência de Edward Kennedy no debate legislativo sobre a reforma do sistema de saúde, uma de suas causas mais importantes, diminuirá a maioria democrata no Senado em um momento crucial para o Governo do presidente americano, Barack Obama.

Nas últimas semanas, republicanos e democratas estão em confronto devido à reforma do sistema de saúde que Obama quer impulsionar para ampliar a cobertura médica de maneira universal.

"Se Ted Kennedy estivesse aqui, tudo seria mais simples", disse há poucos dias o senador John McCain, ex-candidato republicano à Presidência, evidenciado a capacidade do patriarca dos Kennedy para colocar pontes entre os dois partidos.

Dias antes de morrer, Kennedy enviou uma carta a Deval Patrick, governador de Massachusetts, estado ao qual representava na Câmara Alta, para pedir que acelerasse os trâmites para nomear um sucessor no Senado, pois temia que sua morte deixasse os democratas sem a maioria necessária para levar adiante suas iniciativas.

Seu pedido não pôde ser atendido, já que a lei determina que o governador de Massachusetts deve convocar eleições especiais em um prazo de 145 a 160 dias para escolher um substituto no Senado. EFE jab-pgp/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.