Bancos dos EUA precisarão de cerca de US$ 75 bi em recapitalização

Dez dos maiores bancos dos Estados Unidos precisarão aumentar o seu capital em pelo menos US$ 74, 6 bilhões, informou nesta quinta-feira o Federal Reserve, Fed, como é conhecido o Banco Central dos Estados Unidos. O Fed chegou à esta cifra após ter avaliado 19 das maiores instituições financeiras do país, por meio do que chamou de testes de estresse.

BBC Brasil |

Entre os bancos que, de acordo com a avaliação do Fed, enfrentam as maiores dificuldades estão o Bank of America, que precisará de US$ 33,9 bilhões, seguido do Wells Fargo, que necessitará de US$ 13,7 bilhões.

Os ''testes de estresse'' mostraram, no entanto, que algumas grandes instituições avaliadas não precisarão de capital adicional, como American Express, Bank of New York Mellon, Capital One Financial, Goldman Sachs, J.P. Morgan Chase e Metlife.

Muitos dos dados da avaliação já vinham sendo divulgados pela imprensa americana desde o final da semana passada, e investidores têm reagido de forma positiva aos resultados, que se mostraram mais positivos do que o esperado.

A Bolsa de Valores de Nova York abriu em alta nesta quinta-feira, uma vez que investidores já antecipavam que os ''testes de estresse'' mostrariam que os bancos estão em melhor situação do que o esperado.

O índice Dow Jones, no entanto, fechou a quinta-feira em queda de 1,2%.

Segurança
O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que os resultados ''deverão fornecer forte segurança aos investidores e ao público''.

Os bancos que precisam de recapitalização precisarão elaborar um plano para levantar os investimentos necessários até o próximo dia 8 de junho e submeter as propostas a seus reguladores.

Críticos das avaliações feitas pelo Fed argumentam que investidores não se sentirão propensos a comprar ativos de bancos que precisaram de incremento de capital após terem sido avaliados pelo governo americano.

Opositores também acreditam que a recapitalização de bancos por parte do Fed pode contribuir para aumentar ainda mais o já trilionário déficit americano, próximo a US$ 1,7 trilhão e contribuir para o aumento da inflação.

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