Bancos Centrais na Europa mantêm juros inalterados

O Banco da Inglaterra manteve nesta quinta-feira a taxa básica de juros a 5% ao ano pelo quarto mês consecutivo, enquanto tenta lidar com a desaceleração do crescimento econômico e a alta da inflação na Grã-Bretanha. O Comitê de Política Monetária do governo britânico tem como meta primária manter a inflação em 2%, mas atualmente o índice está em 3,8%.

BBC Brasil |

O índice de inflação de julho na Grã-Bretanha deve ser divulgado na próxima semana e espera-se que chegue a 4%.

Alguns economistas afirmam que a inflação pode chegar a 5% antes do fim de 2008, pois companhias de energia britânicas estão aumentando os preços.

Ao mesmo tempo, a atividade em setores importantes da economia está diminuindo.

A economia britânica cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre de 2008, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo sua previsão para o crescimento econômico na Grã-Bretanha, para 2008 e 2009.

O FMI agora espera que a Grã-Bretanha apresente uma taxa de crescimento de 1,4% em 2008 e 1,1% em 2009. O governo britânico, por sua vez, espera que as taxas para os dois anos fiquem em 2% ou acima.

Banco Central Europeu
Também nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu também manteve sua taxa de juros inalterada a 4,25%.

O presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, afirmou que o crescimento em 15 países do bloco foi "particularmente fraco" em 2008.

Mas, Trichet destacou que a prioridade do Banco Central Europeu é manter a estabilidade dos preços no momento em que a inflação no bloco atinge níveis altos.

Trichet afirmou que a inflação na zona do euro, que ficou acima de 4%, deve permanecer acima da meta do Banco Central Europeu, de 2%, como resultado do aumento nos preços de alimentos e energia.

Fed
Na terça-feira, o Federal Reserve (Fed, como é conhecido o Banco Central americano) anunciou que a taxa básica de juros permanecerá nos 2%.

O Fed fez um grande corte em suas taxas de juros em 2007, mas manteve este índice congelado desde abril.

Em sua declaração, o Fed afirmou que "condições mais severas de crédito, a atual contração imobiliária e os altos preços da energia devem pesar no crescimento econômico dos próximos trimestres".

A declaração do Banco Central americano também alertou que "a inflação está alta e alguns indicadores de inflação também estão elevados".

Em junho, o índice mensal de preços ao consumidor nos Estados Unidos registrou o aumento mais rápido dos últimos 11 anos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG