Bancos centrais europeus voltam a intervir em conjunto

Três bancos centrais europeus anunciaram nesta sexta-feira novas intervenções coordenadas nos mercados financeiros. Com o apoio do Federal Reserve, a autoridade monetária americana, o Banco da Inglaterra, Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Nacional da Suíça ofereceram US$ 72 bilhões em empréstimos de uma semana em dólares.

BBC Brasil |

Os custos de empréstimos intrabancários na moeda americana subiram ao maior patamar desde 1999. Na quinta-feira, a quebra do banco Washington Mutual, o segundo maior banco americano de depósitos e poupança, colaborou para minar a confiança das instituições financeiras.

O analista de economia da BBC Andrew Walker disse que os problemas estão sendo agravados pela incapacidade do Congresso americano de chegar a um acordo sobre o plano de socorro ao setor.

Pela intervenção coordenada dos bancos centrais europeus e americano, o Banco da Inglaterra disse que transformou US$ 30 bilhões dos US$ 40 bilhões que oferecia no overnight em empréstimos de uma semana, mais difíceis de obter que no curtíssimo prazo.

Já o BCE anunciou que injetou no mercado US$ 35 bilhões para uma semana, e a autoridade monetária suíça, US$ 9 bilhões. Os bancos centrais disseram que as medidas visam reduzir "pressões por financiamento de fim de trimestre". Leilões de empréstimos no overnight foram reduzidos.

Bancos privados estão apelando a seus bancos centrais por empréstimos porque o custo destas operações entre si já é o maior em mais de dez anos. Nos três leilões realizados na Europa, a procura por dólares foi maior que a oferta.

Em separado, o Banco do Japão injetou 1,5 trilhões de ienes (cerca de US$ 14 bilhões) no mercado, embora tenha em seguida anunciado a retirada de 20% deste valor.

O fechamento do banco Washington Mutual na quinta-feira - a maior falência de um banco na história dos EUA - elevou a desconfiança no setor. Depois, os ativos do banco foram vendidos por US$ 1,9 bilhão ao concorrente JPMorgan Chase.

A aquisição não teria impacto sobre os depositários e clientes do banco, disse o escritório de supervisão econômica dos EUA. De acordo com o órgão, o banco tem US$ 188 bilhões em depósitos e foi descrito como uma instituição de US$ 307 bilhões.

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