Banco Mundial pressiona países ricos a agir contra aquecimento

Por Lesley Wroughton WASHINGTON (Reuters) - Os países mais ricos precisam agir imediatamente e reduzir à força a emissão de gases causadores do efeito estufa, ou os crescentes custos das mudanças climáticas atingirão desproporcionalmente os países pobres, afirmou o Banco Mundial nesta terça-feira.

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Em um profundo relatório sobre a ameaça da mudança climática, o Banco Mundial afirmou que países em desenvolvimento arcarão com cerca de 75 a 80 por cento dos custos causados pelos danos da mudança climática e que os países ricos, que causaram a emissão no passado, devem pagar a eles para adaptarem-se ao aquecimento global.

A entidade afirmou que o cuidado com as mudanças climáticas nos países em desenvolvimento não precisa comprometer as medidas de combate à pobreza e o crescimento econômico, mas salientou que o financiamento e suporte técnico dos países ricos é fundamental.

O relatório é publicado antes da reunião de Copenhague em dezembro, onde os países esperam chegar a um acordo global para combater as mudanças climáticas.

"Os países do mundo precisa agir agora, em conjunto e de forma diferenciada sobre a mudança climática", apontou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

"Os países em desenvolvimento são desproporcionalmente afetados pela mudança climática --uma crise na qual não participaram fortemente e para a qual são os menos preparados. Por essa razão, um acordo equilibrado em Copenhague é vital", explicou.

O estudo afirma que os países em desenvolvimento podem perder permanentemente entre 4 a 5 por cento de seu PIB se a temperatura da Terra subir 2 graus Celsius, enquanto que no países ricos as perdas serão muito menores.

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