Banco Mundial defende coordenar esforços para enfrentar crise de alimentos

Londres, 23 abr (EFE).- O vice-presidente do Banco Mundial para Assuntos Externos, Marwan al-Muasher, defendeu hoje em Londres que sejam coordenados esforços para enfrentar a crise originada pelos altos preços dos alimentos.

EFE |

"Deve haver coordenação", afirmou Muasher em entrevista coletiva na associação de imprensa estrangeira da capital britânica.

Nesse sentido, destacou a reunião de todas as agências das Nações Unidas que será realizada na próxima segunda-feira em Berna presidida pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, e que contará com a participação do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

"Parte do encontro será destinada a coordenar o trabalho nesta crise mundial de alimentos e acertar passos a serem dados para enfrentá-la", disse Muasher.

O representante do Banco Mundial também destacou que o Japão incluiu a crise alimentícia na agenda da próxima cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia) a qual sediará em julho, o que, segundo Muasher, resultará em uma maior coordenação de esforços.

Na opinião do vice-presidente do Banco Mundial para Assuntos Externos, "não há soluções mágicas" para enfrentar a crise atual, por isso defendeu a realização de medidas de curto, médio e longo prazo.

A curto prazo, o Banco Mundial coordena os esforços com outras organizações, países e doadores para proporcionar assistência tanto imediata como a longo prazo, explicou Muasher.

O funcionário lembrou que o pedido de emergência lançado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU a seus doadores já gerou a doação de US$ 200 milhões por parte dos Estados Unidos.

Além disso, a União Européia manifestou sua intenção de aumentar sua contribuição.

O Banco Mundial defende ainda que seja examinada a eliminação de barreiras no comércio mundial para uma redução nos custos.

Já a longo prazo, a organização acredita que deve ser estudado o efeito dos biocombustíveis no preço dos alimentos e tentar fornecer mais terras para a agricultura. EFE ep/ev/fb

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