Banco Mundial aprova fundos para clima antes de reunião do G8

WASHINGTON (Reuters) - O Banco Mundial concordou nesta terça-feira em estabelecer dois fundos de investimento para ajudar economias em desenvolvimento a adotar tecnologias limpas, visando o corte de emissões de carbono. A medida também tem o objetivo de ajudar os países pobres na adaptação às mudanças climáticas. A aprovação do Fundo de Tecnologia Limpa e do Fundo Estratégico do Clima aconteceu dias antes de uma conferência dos líderes do grupo dos oito em Hokkaido, no Japão, no dia 8 de julho. A agenda do encontro inclui assuntos ligados a mudanças climáticas.

Reuters |

Warren Evans, diretor do departamento de meio ambiente do Banco Mundial, disse que o Banco conta com uma quantia entre 4 e 5 bilhões de dólares de doadores para o Fundo da Tecnologia Limpa.

Grã-Bretanha, Japão, e Estados Unidos já disseram que irão contribuir para o fundo, enquanto mais países provavelmente farão o mesmo, já que ele foi aprovado.

Nenhum compromisso de financiamento ou doação foi discutido para o fundo de adaptação, embora Evans tenha dito que estava confiante de que o Banco Mundial poderá levantar verbas.

'Esperamos que o fundo esteja operando por completo até o quarto trimestre deste ano, e que alguns projetos sejam aprovados até o final do ano', disse a jornalistas.

Evans afirmou que a elaboração do fundo foi acertada em negociações entre 'um grande número de depositários', e que o financiamento para projetos seria decidido por um comitê composto por oito nações doadoras e oito países em desenvolvimento.

'Reconhecemos a necessidade de aumento dos investimentos em tecnologias que utilizem pouco carbono e na adaptação à mudança climática', disse Evans, acrescentando que os investimentos serão feitos através de empréstimos com juros baixos ou concessões, ou ambos.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick disse que os fundos são parte da resposta expandida aos desafios causados pela mudança climática.

'Pensamos que os fundos terão um impacto significativo para gerar mais financiamentos para ações climáticas', disse Zoelick, 'mas também para demostrar novas maneiras de tratar as atuais e futuras mudanças climáticas'.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG