Banco Europeu de Investimentos adverte sobre ajudas ao setor automotivo

O Banco Europeu de Investimentos (BEI) deu a entender nesta segunda-feira que não poderá aumentar de forma indefinida seus empréstimos ao setor automobilístico em crise, conforme pedem alguns governos da União Europeia (UE), diante do risco de ameaçar sua atividade em outros setores.

AFP |

"Tanto em termos políticos como de práticas de empréstimos saudáveis seria um erro concentrar uma parte muito grande de nossos empréstimos em um único setor", indicou o presidente do BEI, Philippe Maystadt, em entrevista à imprensa em Bruxelas.

Para o setor automotivo, estamos fazendo mais do que foi anunciado, e estamos dispostos a fazer um pouco mais, mas há limites", destacou.

"Até junho, o BEI deve ter aprovado para a indústria do automóvel um total muito mais significativo de 7 bilhões de euros de créditos, ou seja, mais de 10% de nosso total de empréstimos para este ano", disse Maystadt.

Durante uma cúpula europeia em 1º de março, Alemanha, França e Luxemburgo pediram um aumento dos empréstimos de BEI ao setor automobilístico, que solicita 40 bilhões de euros de financiamento.

Alguns países, como a França, pediram inclusive a supressão do teto atual de 400 milhões de euros por ano e por empresa.

Mas Maystadt defendeu esta regra, explicando que o BEI devia ter "um enfoque equilibrado" entre os diferentes países e não conceder mais de 5% de seus empréstimos totais a um único cliente.

soe/lm

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