Banco da Inglaterra reduz taxa de juros para 2%

O Banco da Inglaterra (banco central do país) anunciou nesta quinta-feira um corte de um ponto percentual em sua taxa básica de juros, que caiu para 2% ao ano - o nível mais baixo desde 1951. A decisão, tomada depois de um outro corte no mês passado, foi bem recebida por analistas, que afirmam que o corte vai ajudar a economia em desaceleração.

BBC Brasil |

Hetal Mehta, da empresa de consultoria Ernst & Young Item Club, disse que o corte é "o remédio certo na hora certa".

"Você quase consegue ouvir o suspiro de alívio em todo o país. Qualquer coisa a menos teria sido uma oportunidade perdida", disse ele.

"Pesquisas sobre manufaturas e empresas nesta semana confirmaram que a recessão está ganhando momentum. Ao mesmo tempo, os preços das commodities entraram em colapso e a inflação deve cair dramaticamente, e a possibilidade de uma deflação parece bastante possível."
A Confederação Britânica de Indústrias (CBI) afirma que é "crítico" que os bancos agora repassem o corte a seus clientes.

Desaceleração
Antes da decisão, o banco Halifax, maior credor de hipotecas da Grã-Bretanha, disse que repassaria a seus clientes qualquer redução.

Os preços das casas caíram 2,6% em novembro passado na Grã-Bretanha - a queda mensal mais acentuada desde o estouro da bolha do mercado imobiliário no início dos anos 90, segundo o Halifax.

De acordo com o último levantamento do banco, a queda anual no preço das casas já chega a 14,9%.

A venda de carros novos em novembro caiu 36,8% em comparação ao mesmo período no ano passado - a queda mais acentuada em quase três décadas segundo a Sociedade de Fabricantes e Comerciantes Motores (SMMT, na sigla em inglês).

Segundo a SMMT, a queda foi mais acentuada no mercado de carros particulares, com redução de 45,1% em novembro.

A Câmara Britânica de Comércio (BCC, na sigla em inglês) disse que por causa dos preocupantes sinais de queda da economia, é "criticamente importante" que o Banco da Inglaterra persevere em cortes "agressivos" na taxa de juros.

"Há um perigo claro de que o desemprego vai aumentar ainda mais dramaticamente sem medidas urgentes de contra-ataque", disse David Kern, da BCC.

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