Ban se opõe a restrições exageradas ligadas à gripe suína

Nações Unidas, 4 mai (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se mostrou hoje contrário à declaração de proibições injustificadas para viagens e à imposição de restrições ao comércio de carne de porco por causa da gripe suína.

EFE |

Ban reiterou sua oposição à adoção de "reações exageradas" sem fundamento científico para lutar contra a propagação do vírus da doença por considerar que podem causar danos sociais e econômicos desnecessários.

Peru, Argentina, Cuba e Equador suspenderam as linhas aéreas que partem e chegam do México a fim de evitar a entrada do vírus em seus países.

Outros países, como China e Rússia, impuseram restrições à importação de carne de porco e seus derivados, apesar de as autoridades assegurarem que estes alimentos podem ser consumidos com segurança.

Durante seu discurso em reunião da Assembleia Geral da ONU, o secretário-geral afirmou que não se devem adotar restrições que não ajudem a conter o contágio do vírus.

Ban também se opôs a identificar a gripe com um local concreto, em uma velada referência às medidas discriminatórias contra cidadãos mexicanos adotadas por alguns países.

"A saúde, o sustento e o bem-estar de milhões de pessoas estão em jogo e é essencial que comuniquemos com clareza o que se sabe e o que se deve fazer", afirmou.

O principal responsável da ONU reconheceu que muitos aspectos deste vírus são desconhecidos, mas ao mesmo tempo aconselhou que as pessoas não se deixem alarmar pelo tratamento dado à doença pela imprensa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou hoje que são 1.005 os casos confirmados de gripe suína, registrados em 20 países.

O Governo do México informou que 727 casos da doença foram confirmados no país, dos quais 26 resultaram em mortes, enquanto que nos Estados Unidos há 226 pessoas afetadas e o falecimento de uma criança.

A grande maioria de casos continua sendo registrada na América do Norte, enquanto que as ocorrências detectadas na Ásia, Europa e América Latina seguem relacionadas a pessoas que viajaram ao México.

EFE jju/bba

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