Ban reafirma vigência de resolução que cedeu administração do Kosovo à ONU

Nações Unidas, 1 abr (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reafirmou a vigência da resolução nº 1.244 de 1999 que cedeu a administração do Kosovo a uma missão das Nações Unidas, apesar da declaração de independência do território.

EFE |

Em um relatório ao Conselho de Segurança divulgado hoje, Ban reconhece que a declaração de independência da Sérvia, em 17 de fevereiro, teve "um impacto profundo" na situação no Kosovo, mas reitera a autoridade da missão das Nações Unidas no Kosovo (Unmik).

"A Unmik continua operando conforme a convicção de que a resolução nº 1.244 segue de pé, a não ser que o Conselho de Segurança decida o contrário", disse o secretário-geral no relatório.

Ele adverte de que a ONU continuará atuando "de maneira realista e prática" diante da dificuldade imposta pela situação política à sua capacidade para administrar o território.

Belgrado e a minoria sérvia no Kosovo consideram a declaração de independência ilegal e contrária à resolução 1.244, que colocou o território sob a supervisão da ONU depois que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) expulsou do território as forças de segurança sérvias, em 1999.

Ban adverte no relatório de que "não será tolerada nem é aceitável qualquer tipo de violência dirigida contra funcionários da Unmik, suas instalações ou membros das comunidades do Kosovo".

"O trabalho das Nações Unidas no Kosovo" tem por objetivo "assegurar a segurança e a situação política do Kosovo e que a região permanece estável", afirmou.

Um policial da Unmik morreu e 42 ficaram feridos, assim como 22 soldados da Força para o Kosovo (KFOR), durante o ataque no mês passado ao tribunal de Mitrovica que tinha sido tomado pelos servo-kosovares.

A ONU iniciou uma investigação interna do incidente, o mais grave desde a declaração de independência de Pristina, diante das dúvidas da necessidade de readquirir o controle da instalação pela força.

A Sérvia deve lançar uma iniciativa para que a Assembléia Geral da ONU peça ao Tribunal Internacional de Justiça uma opinião sobre a legalidade da independência do Kosovo.

Essa independência já foi reconhecida por mais de 30 países, entre eles Estados Unidos e potências européias como França, Reino Unido e Alemanha.

A Sérvia quer impedir a entrada do Kosovo em instituições multilaterais e tem como objetivo conseguir novas negociações para restabelecer a posse do que considera sua província. EFE jju/bf/db

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