Ban proporá cúpula para impulsionar tratado sobre material físsil

Nações Unidas, 12 abr (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, anunciou hoje que proporá a convocação de uma cúpula para impulsionar a negociação de um tratado para proibir a produção de material físsil destinado ao armamento nuclear.

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Ban apresentará sua proposta aos líderes mundiais que participam a partir de hoje da Cúpula sobre Segurança Nuclear, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Washington.

"O terrorismo nuclear é uma das maiores ameaças que enfrentamos hoje em dia, e, por isso, pedi à Conferência de Desarmamento (da ONU) que comece imediatamente a negociação de um tratado" sobre material físsil, afirmou o secretário-geral em entrevista coletiva antes de partir rumo à capital americana.

Ban afirmou que a futura cúpula poderia ser realizada em setembro na sede da ONU, perto da abertura do novo período de sessões da Assembleia Geral.

O objetivo do encontro seria dar um maior impulso às negociações do novo tratado, se a Conferência de Desarmamento acordasse em Genebra uma agenda de trabalho, mas não alcançasse "avanços substanciais", acrescentou.

O secretário-geral ressaltou que os esforços para alcançar um mundo sem armas nucleares ganharam "um novo impulso" nas últimas semanas, particularmente após a assinatura do novo acordo entre Estados Unidos e Rússia para reduzir seu arsenal nuclear.

Também destacou a importância da nova política de defesa nuclear adotada por Washington, que reduz as condições em que considerará aceitável empregar seu amplo arsenal atômico.

Por isso espera que esta nova atmosfera de cooperação seja transferida à conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação (TNP), que acontecerá no mês que vem na sede da ONU em Nova York.

"Com esta cúpula sobre segurança nuclear em Washington e com uma atmosfera positiva, me sinto otimista sobre as possibilidades de obter um bom resultado na conferência de revisão do TNP", acrescentou.

Sobre a ausência de Israel na cúpula de Washington e sua recusa a assinar o TNP, Ban disse é "uma obrigação" de todos os membros da ONU fazer parte do tratado. EFE jju/pd

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