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Ban pede vontade política para acabar com recrutamento de crianças

Nações Unidas, 17 jul (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje vontade política aos Governos para acabar com a presença de crianças em conflitos armados, o que é considerado um dos mais graves crimes de guerra e contra a humanidade.

EFE |

"A vontade política é crucial", afirmou hoje Ban ao se dirigir ao Conselho de Segurança da ONU, que pela segunda vez no ano realizou um debate sobre a presença de crianças nos conflitos armados.

O sul-coreano ressaltou que "só uma ação organizada da comunidade internacional, que envolva todos os membros da ONU" pode levar em conta as necessidades das crianças que vivem em situação de conflito armado.

Já a representante especial das Nações Unidas para as crianças em situações de conflito armado, Radhika Coomaraswamy, pediu ao Conselho que intensifique seus esforços para proteger esses menores, também reivindicando do principal órgão internacional que assumisse seu papel para resolver este problema.

"Chegou o momento para redobrar nosso compromisso para assegurar que as crianças não sejam recrutadas ou utilizadas em ataques suicidas, que não sejam detidas em áreas militares sem o devido processo que protege a vulnerabilidade dos menores", afirmou.

As meninas seriam as vítimas mais vulneráveis a essas violações de direitos humanos, já que muitas são abusadas sexualmente ou são proibidas de ir às escolas que, por sua vez, são atacadas nos conflitos.

O especialista reivindicou também do Conselho a adoção de medidas concretas contra quem violasse repetidamente os direitos das crianças em situação de conflito.

Segundo dados da ONU, em 2007, foram cometidos abusos contra menores como o recrutamento forçado como combatentes, agressões sexuais, ataques contra escolas, seqüestros ou a negação de acesso à ajuda humanitária em 18 zonas de conflito (entre elas Colômbia e Haiti).

Em 13 dessas, a ONU identificou até 58 grupos armados e Governos responsáveis de recrutamento de menores.

Há presença de crianças-soldado ou recrutadas por grupos armados no Afeganistão, no Iraque, na República Centro-Africana, no Chade, em Mianmar, em Sri Lanka entre outros.

Os conflitos armados custaram a vida de 10 milhões de menores e feriu outros 6 milhões na última década, segundo a ONU. EFE emm/bm/plc

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