Ban pede que luta contra aids na África continue firme

Nações Unidas, 9 jun (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje para a comunidade internacional manter a proporção de ajuda econômica à África, com o objetivo de combater a epidemia de aids que devasta a população e afeta a sociedade do continente. Durante discurso perante a comissão da ONU sobre HIV/aids e a governabilidade na África, Ban assegurou que a comunidade global esteve à altura perante a catástrofe que representa esta doença para a população do continente. Vimos como se desenvolveu um movimento internacional que tenta obter acesso universal ao tratamento, à prevenção e ao apoio aos pacientes, um movimento que une Governos do norte e do sul, a sociedade civil, e o setor privado, ressaltou. Ele elogiou o trabalho dos membros da comissão que hoje apresentaram um relatório com oito recomendações para intensificar a luta contra a aids nesse continente, o mais pobre e afetado pela doença. Ban reconheceu que ainda há grandes dificuldades, pois há cinco milhões de africanos que não recebem tratamento, além da prevalência da doença entre os mais jovens e o peso que representa para os poucos recursos dos países mais pobres o gasto com aids. O secretário-geral da ONU indicou que o relatório da comissão reconhece que há múltiplas versões da epidemia da aids na África, e que, portanto, uma mesma receita não funciona em todas as partes. É por isso que temos que entender como as normas culturais e as atitudes aumentam o risco de ...

EFE |

A apresentação deste relatório faz parte das atividades que hoje ocorrem na sede da ONU em relação com o debate geral que a Assembléia Geral dedicará amanhã e quarta-feira à análise do progresso na luta contra a aids em todo o planeta.

Segundo dados da ONU, todos os dias oito mil pessoas morrem por complicações relacionadas com a doença, enquanto há 40 milhões de afetados, dos quais 24,5 milhões estão na África Subsaariana, e o ritmo de contágio é de 12 mil pessoas diárias.

Entre os presentes ao evento estavam o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca; a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, e a diretora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ann Veneman, além de ministros de Saúde de vários países.

Paralelamente, o enviado especial das Nações Unidas na luta contra a tuberculose, o ex-presidente de Portugal Jorge Sampaio, realizará hoje o primeiro fórum de líderes para debater sobre a "epidemia dupla" que representam esta doença pulmonar e a aids. EFE jju/db

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