Ban pede que Governo do Zimbábue divulgue resultado de eleições

Nações Unidas, 7 abr (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje às autoridades eleitorais do Zimbábue divulgar prontamente e com transparência a apuração da última eleição presidencial.

EFE |

A porta-voz da ONU, Michèle Montas, transmitiu a preocupação de Ban diante da ausência de resultados oficiais nove dias depois do fechamento das urnas e o conseqüente descumprimento dos prazos estabelecidos na legislação eleitoral do país.

Ban "pede à Comissão Eleitoral do Zimbábue cumprir sua responsabilidade e entregar os resultados prontamente e com transparência", disse Montas.

O principal responsável das Nações Unidas, concordando com a porta-voz, solicitou a todas as partes para agir com "responsabilidade, exercer o controle e a calma, e enfrentar todos os assuntos relacionados com as eleições mediante os recursos legais e o diálogo, como é necessário para o bem de todos os zimbabuanos".

A declaração de Ban, a segunda na qual pede transparência desde a eleição, foi feita depois que o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC) entrou com uma ação no Tribunal Superior de Harare para forçar a publicação dos resultados.

A oposição indica que o atraso na divulgação dos resultados das eleições de 29 de março está causando ansiedade entre os habitantes do Zimbábue e a comunidade internacional.

Embora a Comissão Eleitoral já tenha divulgado os dados da apuração das eleições parlamentares que ocorreram simultaneamente ao pleito presidencial, não anunciou qualquer resultado destas últimas.

A oposição afirma que, segundo a contagem dos dados fixados nas atas coladas nos arredores dos centros de votação, recebeu número suficiente de votos no pleito para evitar que seu candidato, Morgan Tsvangirai, participe de um segundo turno com o presidente Robert Mugabe, que ocupa o poder desde 1980.

Embora o Governo não divulgue dados específicos, alega que será necessário um segundo turno, e o partido governante, Zanu-PF, já anunciou que participará deste processo.

A oposição vem denunciando que o Governo não quer aceitar sua derrota nas urnas e está fazendo de tudo para ampliar os prazos do processo, incluindo estender o possível segundo turno para além dos 21 dias estabelecidos em lei. EFE jju/bf/db

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