Ban pede mais esforços na luta contra o terrorismo

Nações Unidas, 4 set (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje aos países que integram a organização internacional para intensificar os esforços na luta contra o terrorismo e ampliar a cooperação multilateral. Percorremos um longo caminho, mas não podemos parar agora, disse Ban na abertura de uma sessão plenária da Assembléia Geral, na qual avalia-se a aplicação dos princípios que definem a Estratégia Global contra o Terrorismo, aprovada pela ONU em 11 de setembro de 2006. Devemos intensificar nossos esforços para aplicar a estratégia em todos os seus âmbitos. Não é uma escolha; é um dever fundamental, acrescentou Ban durante seu discurso.

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Esta é a primeira análise feita pela Assembléia Geral sobre a aplicação da estratégia antiterrorista, aprovada há dois anos de forma unânime pelos 192 países que compõem a organização.

O secretário-geral da ONU elaborou um relatório para a ocasião, que contém as iniciativas e tarefas desenvolvidas pelas Nações Unidas para combater o terrorismo, um problema que já causou baixas entre os funcionários do organismo.

"Vi com meus próprios olhos a devastação causada pelo ataque a nossos funcionários e o horror no olhar dos sobreviventes e das famílias das vítimas", afirmou Ban, ao lembrar sua viagem à Argélia em 18 de dezembro de 2007, poucos dias depois que 17 funcionários da ONU morreram em um atentado terrorista.

Na estratégia antiterrorista, "devemos nos guiar e cumprir nossas obrigações sob o direito internacional" e a legislação em matéria de direitos humanos, acrescentou.

Ele afirmou que a comunidade internacional, nacional, regional e sub-regional, assim como a sociedade civil, têm um papel a desempenhar na estratégia antiterrorista mas, afirmou, "os Estados-membros devem ser os principais impulsionadores".

"Uma ação em nível nacional é crucial", afirmou Ban, mas não suficiente, já que nem todos os Estados têm as mesmas capacidades e porque o terrorismo "é um desafio global e que ultrapassa fronteiras".

"A cooperação multilateral é vital", destacou o secretário-geral, que pediu aos Estados para ampliar a colaboração e para serem "inovadores" na busca de enfoques não tradicionais para promover a segurança.

"Pesquisas recentes descobriram que a força militar é raramente responsável por acabar com grupos terroristas. Na maioria dos casos, outros fatores, como o trabalho policial ou a adoção de medidas políticas não violentas, foram mais eficazes", acrescentou.

Ban lembrou aos países-membros que a ONU realizará, na próxima semana, um simpósio de apoio às vítimas do terrorismo.

Durante a reunião de hoje, a Assembléia Geral estuda a aprovação de um projeto de resolução onde se reitera "a enérgica condenação ao terrorismo em todas as suas formas e manifestações, independente de quem o cometa, onde e com que propósitos, pois constitui uma das ameaças mais graves para a paz e a segurança internacionais".

Também reafirma "a necessidade de intensificar a cooperação internacional na luta contra o terrorismo" e estimula as ONGs e a sociedade civil "a se envolverem para determinar como aumentar os esforços para a aplicação da estratégia antiterrorista". EFE vm/db

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