Ban pede mais capacetes azuis para reforçar missão da ONU no Haiti

Nações Unidas, 18 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje ao Conselho de Segurança da entidade para que amplie a missão de estabilização no Haiti (Minustah) com mais 3.

EFE |

500 capacetes azuis para reforçar a segurança e melhorar a distribuição de ajuda.

Ao falar hoje ao Conselho sobre sua visita de seis horas ao Haiti no domingo, Ban pediu também que o aumento das forças internacionais de paz no Haiti "se prolongue durante seis meses".

O principal órgão de decisões das Nações Unidas estuda hoje a possibilidade de ampliar o contingente de 8.965 militares e policiais que atualmente compõe a Minustah para responder à situação provocada pelo terremoto que devastou o Haiti na última terça-feira.

"Pedi ao Conselho de Segurança para que aumente as forças policiais em 1.500 unidades, ou seja, 67% acima de seu nível atual, e os militares, que sejam ampliados em dois mil, o que representa 30% a mais, nos próximos seis meses", explicou Ban.

O secretário-geral ressaltou que o aumento das forças internacionais de paz era necessário "para acabar com os gargalos" da distribuição de ajuda e "para enfrentar o desafio mais importante, que é o da coordenação".

Ban disse ter voltado para Nova York "afligido pela sombria e assustadora situação do Haiti. Todo o país está devastado. Este é o pior desastre humanitário enfrentado pela comunidade internacional em décadas".

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, informou que 46 funcionários da organização morreram na capital haitiana, Porto Príncipe, enquanto mais de 300 continuam desaparecidos.

Cerca de três mil militares e policiais da Minustah, junto ao que sobrou da Polícia Nacional haitiana, fazem a segurança de Porto Príncipe.

Ao comentar os casos de saques e demais atos violentos, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, disse que "há incidentes nos arredores da capital, mas são atos isolados".

A Minustah, que opera no Haiti desde 2004, dispõe atualmente de 8.965 capacetes azuis, entre militares e policiais, sob o comando do general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto.

A direção interina da Minustah está nas mãos do diplomata guatemalteco Edmond Mulet, designado para esse posto por Ban, já que seu titular, o tunisiano Hédi Annabi, e seu adjunto, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, morreram no terremoto.

A pedido do presidente do Haiti, René Préval, os Estados Unidos enviaram um contingente militar de mais de dez mil homens que contribuem também para fazer a segurança e ajudar nas tarefas de distribuição da assistência humanitária.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Além de Luiz Carlos da Costa, a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, também morreu no tremor. EFE emm/bba

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