Nações Unidas, 4 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reivindicou hoje maior apoio à integração social das cerca de meio milhão de pessoas de todo o mundo que vivem com seqüelas causadas pela explosão de minas e munição remanescentes de conflitos.

Ban lembrou em mensagem por conta do Dia Internacional da Conscientização e Ação contra as Minas a obrigação de dar assistência aos sobreviventes para o exercício integral de seus direitos e em seu desempenho como membros produtivos da sociedade.

Sem esse respaldo, prosseguiu Ban, as 473 mil pessoas que vivem com as seqüelas da explosão de uma mina enfrentam "uma vida de pobreza e discriminação, sem assistência médica adequada ou serviços de reabilitação".

O líder das Nações Unidas considerou que "o único número de mortes aceitável na luta contra as minas é zero", embora tenha comemorado a redução de 75% no número de vítimas conseguida na última década.

Segundo as agências da ONU, o número anual de vítimas, entre mortos e feridos, diminuiu de 26 mil, em 1997, - quando a Campanha Internacional contra as Minas (ICBL) ganhou o Prêmio Nobel da Paz - para seis mil no ano passado.

Ban assinalou que os 24 países com minas em seus territórios que ratificaram o tratado que proíbe este tipo de arma se aproximam do prazo de dez anos estabelecido para eliminar a presença desta bomba.

"A probabilidade de que novas vítimas sejam produzidas vai sendo reduzida à medida que estes países se aproximem dessa meta", apontou.

O máximo representante da ONU pediu aos cerca de 40 países que ainda não aderiram ao tratado para subscrevê-lo, garantindo assim que ninguém mais será morto ou ferido pelas minas e outro armamento que fica sem explodir depois do fim das hostilidades.

Os menores constituem um segmento da população particularmente vulnerável a este tipo de armas e às bombas de fragmentação, que por suas cores vivas costumam atrair a atenção das crianças.

Se três de cada quatro vítimas de uma mina são civis, um terço dos civis afetados são crianças, segundo dados do Fundo da ONU para a Infância (Unicef), que lembra que um menor tem muitas mais possibilidades que um adulto de falecer por causa da explosão deste tipo de munição. EFE jju/fb

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.