Ban pede implementação do plano de paz estipulado para a Geórgia

Nações Unidas, 13 ago (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje a implementação imediata do plano de paz europeu apresentado pela França e aceito por Rússia e Geórgia para colocar fim às hostilidades no Cáucaso.

EFE |

O porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse em uma declaração que Ban recebe com agrado a decisão de Rússia e Geórgia de aceitar o plano de paz proposto pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Ban "pede a implementação imediatamente os princípios estipulados, incluindo colocar fim totalmente às hostilidades e a retirada de todas as forças às posições anteriores", disse Haq.

O porta-voz destacou a posição do secretário-geral de que a saída pacífica ao conflito deve partir da base do "respeito à integridade territorial e da soberania da Geórgia".

Ban põe seus "bons ofícios" à disposição das partes para restaurar a paz e a segurança na região, e aprecia o papel de mediador desempenhado por França e Finlândia, como presidentes de turno da União Européia (UE) e da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) respectivamente, assinalou o porta-voz.

O secretário-geral "acredita com firmeza que a resolução do conflito na Geórgia requer um enfoque integral dentro de um esforço conjunto da comunidade internacional", prosseguiu Haq.

Ao mesmo tempo, segundo o porta-voz, Ban afirma que as Nações Unidas estão dispostas a facilitar a realização de conversas internacionais e contribuir para uma possível missão de paz nas regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e a Abkházia.

Ban tornou pública sua preocupação com a situação humanitária na região, transmite suas condolências aos parentes dos falecidos nas hostilidades e pede às partes para facilitar o trabalho das agências humanitárias, acrescentou Haq.

Por outra parte, fontes diplomáticas confirmaram à Agência Efe que seguem as negociações entre os membros do Conselho de Segurança da ONU para submeter à votação o mais rápido possível um projeto de resolução que respalde o plano de paz aceito pelas partes. EFE jju/db

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