Ban pede combate a golpes de Estado e apoio a tribunais internacionais

Sharm el-Sheikh (Egito), 15 jul (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez hoje um apelo para que a comunidade internacional preserve a estabilidade política e dê mais apoio aos tribunais internacionais que julgam genocídios e crimes de guerra.

EFE |

"Recentemente, em países da África e da América Latina, vimos golpes de Estado e outras mudanças de Governo não constitucionais", disse Ban no discurso que fez na abertura da 15ª Cúpula dos Países Não-Alinhados (Noal).

"Estas ações", acrescentou, "prejudicam não só aqueles afetados por ela diretamente, mas a estabilidade e a prosperidade global".

Em aparente alusão aos eventos que, em 28 de junho, tiraram do poder o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, o diplomara destacou a importância do diálogo político e da aplicação de reformas como formas de "evitar golpes de Estado".

Ban também ressaltou a firme postura de organizações regionais como a União Africana (UA) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) contra qualquer mudança de Governo inconstitucional.

Em outro momento do discurso, o secretário-geral criticou os países-membros do Noal, dos quais cobrou mais ajuda aos tribunais internacionais.

"Na reunião de Havana (2006), vocês condenaram com firmeza o genocídio, os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e as sistemáticas violações dos direitos humanos", lembrou Ban.

"Faço um apelo para que ponham em prática este princípio apoiando totalmente os corpos judiciais internacionais e nacionais confiáveis, criados para perseguir e castigar esses crimes", insistiu.

Além de admitir que o "Conselho de Segurança (CS) e seus métodos de trabalho deveriam refletir as realidades políticas e econômicas atuais", Ban ainda fez votos para que o sistema econômico possa ser aperfeiçoado para evitar o impacto de crises como a atual.

"Os países em desenvolvimento são os que mais sofrem, onde bilhões de pessoas sofrem as consequências destas crises", destacou.

EFE jfu/sc

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