Ban pede calma ao Kosovo na estratégia para regiões sérvias

Nações Unidas, 6 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje ao Governo do Kosovo que aplique com cautela a nova estratégia de ampliação de autoridade nas conflituosas regiões sérvias do norte de seu território.

EFE |

Em relatório ao Conselho de Segurança, Ban exigiu de todas as partes que adotem "medidas práticas" para aproximar as comunidades albanesa e sérvia.

"A estabilidade e o desenvolvimento a longo prazo do Kosovo e da região recaem em conseguir um bem-sucedido processo de reconciliação entre as comunidades", afirma.

O secretário-geral felicita o presidente da Sérvia, Boris Tadic, por defender a reconciliação durante sua polêmica visita em janeiro passado ao norte do Kosovo.

Ban mostrou certa preocupação sobre a nova política de Pristina para essas zonas, de maioria sérvia e que se negam a reconhecer a independência unilateral proclamada em 2008 pelas autoridades do Kosovo.

"Sigo preocupado com o possível aumento da tensão no norte do Kosovo, se as autoridades de Pristina não implementarem sua estratégia com transparência e diálogo com as comunidades locais e as outras partes relevantes", ressalta no relatório.

O secretário-geral da ONU reiterou que os "assuntos sensíveis" relacionados com essa parte do Kosovo "podem ser abordados apenas pacificamente e mediante a consulta e a coordenação entre todas as partes relevantes".

O relatório assegura que a missão da ONU no Kosovo (Unmik) não foi consultada na elaboração e na futura implementação desta nova política, considerada "uma provocação" pelos sérvios.

O secretário-geral lembrou que a missão da ONU é promover a segurança, a estabilidade e o respeito aos direitos humanos.

O Conselho de Segurança autorizou em 1999 a entrada da Unmik para administrar o Kosovo após a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que deteve o conflito entre as forças de segurança sérvias e os independentistas albano-kosovares.

Onze anos depois, o papel da missão internacional diminuiu e boa parte de suas responsabilidades já foram passadas a instituições locais. EFE jju/rr

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