Ban pede adiamento de eleições no Zimbábue

Nações Unidas, 23 jun (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje ao Governo do Zimbábue que adie a realização do segundo turno das eleições presidenciais do país até que se dêem as condições adequadas. Desaconselho as autoridades que sigam em frente com a realização da segunda rodada na sexta-feira, pois somente aprofundaria a divisão no país e produziria resultados sem credibilidade, disse. Em um encontro com a imprensa que antecedeu a reunião do Conselho de Segurança, o principal responsável da ONU disse que essa opinião é compartilhada pelos líderes africanos com os quais manteve contatos nos últimos dois dias. Não existem no Zimbábue as condições para realizar eleições justas e livres. Houve muita violência e muita intimidação, afirmou.

EFE |

Ban assegurou que "a campanha de ameaças e intimidação presenciada no Zimbábue vai contra o próprio espírito da democracia".

Por isso, considerou "compreensível" a decisão anunciada no domingo passado pelo líder opositor, Morgan Tsvangirai, de não concorrer ao segundo turno, que seria realizado nesta sexta-feira, e no qual o presidente do país, Robert Mugabe, procura a reeleição.

O secretário-geral exigiu o fim "da violência e da intimidação", porque "o povo zimbabuano tem direito de viver em paz e em segurança, e gozar da proteção da lei e votar em liberdade e igualdade a aqueles que têm que liderar".

A situação no Zimbábue "têm implicações além de suas fronteiras e representa o maior desafio à estabilidade dessa região do sul da África", destacou.

Nesse sentido, o Conselho de Segurança iniciou uma reunião de emergência para tratar da situação no país africano.

Estados Unidos e Reino Unido apresentaram um projeto de declaração no qual condenam a atuação do Governo de Mugabe e garantem que não há as condições para um segundo turno.

Segundo o texto, até que sejam realizadas novas eleições, os resultados válidos seriam os do primeiro turno, no qual o vencedor foi Tsvangirai. EFE jju/db

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