Nações Unidas, 11 jun (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ressaltou hoje a importância de que o Governo do Sri Lanka mantenha seus compromissos sobre o processo de reconciliação, já que o conflito com os rebeldes tâmeis está terminado.

Em coletiva de imprensa hoje nas Nações Unidas, Ban disse que vai escrever uma carta sobre o tema ao presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapakse, com quem se reuniu no fim de maio.

Na declaração conjunta que divulgaram então, Ban e Rajapakse se mostraram de acordo em que o país asiático entrava em uma nova fase após superar o conflito e que teria pela frente múltiplos obstáculos relacionados ao processo de reconciliação e reconstrução.

O secretário-geral da ONU indicou que ainda nesta quinta-feira enviaria uma carta ao líder do Sri Lanka "lembrando esses compromissos".

Para a ONU, o mais importante no momento é dar assistência adequada aos 300 mil deslocados pelo conflito, sem que as autoridades imponham restrições.

Ban também afirmou que a próxima prioridade é ajudar os deslocados nos esforços para facilitar o retorno a seus lares e desativar minas que possam complicar as mudanças.

Fora isso, pediu que o Governo escute as chamadas da comunidade internacional para que investigue com transparência a atuação do Exército na ofensiva que pôs fim à rebelião dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

O Exército do Sri Lanka encerrou em 18 de maio 26 anos de conflito armado após aniquilar a guerrilha com uma contundente ofensiva militar que deixou 6.500 mortos, saldo que outras fontes elevam a 20 mil.

A guerrilha tâmil lutou durante décadas para obter um Estado independente para essa minoria étnica, mais presente no norte e no leste do Sri Lanka.

"Para que a história não se repita, o Governo cingalês deveria se aproximar da minoria tâmil e das outras. O primeiro passo para a reconciliação deveria começar já", explicou. EFE emm/rr

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