Ban pede a países-membros da ONU apoio à reforma da organização

Nações Unidas, 8 abr (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu, hoje, aos 192 países-membros da organização o apoio à proposta de reforma que tenta modernizar a instituição em um momento em que se exige mais responsabilidades das Nações Unidas sem conceder mais recursos.

EFE |

Ban fez o apelo durante seu discurso na sessão de abertura dos dois dias que a Assembléia Geral dedicará ao debate da reforma da administração da ONU.

"A única forma de enfrentarmos o futuro e realizar um bom trabalho é nos modernizando, nos tornando mais flexíveis e mais eficientes, em outras palavras, melhor administrados", afirmou.

Ele lembrou que nos últimos tempos a organização recebe pedidos para que atue mais, mas isso não é acompanhado de mais recursos, o que intensifica a necessidade de administrar o dinheiro com mais cuidado.

"Todas as atividades importantes executadas pela ONU no mundo, todas as iniciativas e estudos inovadores, toda a intensa diplomacia, tudo depende de que administremos com sensatez nossos recursos limitados", insistiu.

Por isso, assegurou que a organização deve se tornar mais transparente para exigir responsabilidades de seus funcionários.

Ban apresentou uma série de medidas destinadas a adequar à ONU aos tempos atuais e às últimas técnicas de gestão.

O secretário-geral das Nações Unidas disse que o processo de contratação de seus funcionários deve ser simplificado e as condições de serviço devem ser aprimoradas para atrair uma força de trabalho mais qualificada.

"Cada vez é mais difícil reter nossos melhores empregados e não podemos permitir que isso continue ocorrendo", afirmou.

Outra proposta colocada na mesa inclui reformar a seleção para os cargos mais elevados e para promoções dentro da complicada hierarquia.

A Assembléia Geral discute há dez anos uma longa lista de reformas para aumentar a eficiência da grande burocracia da ONU.

Entre as propostas adotadas em exercícios anteriores está a criação do Escritório de Ética e o de Tecnologia da Informação.EFE jju/bf/db

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