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Nações Unidas, 1 jun (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, negou hoje que o organismo mundial tenha escondido o número de civis mortos na ofensiva final do Exército do Sri Lanka contra os rebeldes dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), como afirmaram alguns veículos de comunicação.

"Rejeito categoricamente, e repito categoricamente, qualquer insinuação que as Nações Unidas tenham diminuído deliberadamente qualquer número", disse Ban durante uma reunião com representantes da Assembleia Geral da ONU.

O secretário-geral da organização assegurou que o número de 20 mil civis mortos, que alguns veículos de comunicação atribuem a relatórios internos das Nações Unidas, não procede do organismo mundial.

"Devo ressaltar que se desconhece o dado completo. Muitos dos números divulgados não vêm das Nações Unidas e a maioria não bate com a informação da qual dispomos", destacou.

O principal responsável da ONU lembrou que, desde o início dos combates, o organismo internacional transmitiu às autoridades cingalesas a preocupação com o risco que corria a população presa no reduto no qual ficaram retidos os LTTE.

"Qualquer que seja o número final, é inaceitável o alto número de baixas neste conflito, e disse isso repetidamente", assegurou.

Ban se somou aos apelos do Governo do Sri Lanka para que tenha início uma investigação, e ressaltou a importância de que sejam analisadas com transparência as operações militares que levaram à derrota, em 18 de maio, da guerrilha tâmil, após 26 anos de conflito armado.

A porta-voz da ONU, Michèle Montas, assegurou hoje em entrevista coletiva que os responsáveis da missão do organismo em Colombo "não sabem de onde saiu o número de 20 mil".

O jornal britânico "The Times" assegurou em 29 de maio que relatórios internos da ONU e fotografias aéreas da zona dos combates revelam que o número real de civis mortos nos combates ronda os 20 mil, frente aos 6.500 falecidos divulgados até o momento. EFE jju/db

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