Ban Ki-Moon quer iniciar investigação independente sobre morte de Bhutto

O sul-coreano Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, acredita que num futuro próximo será formada a comissão independente que deverá investigar as circunstâncias da morte da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, assassinada há um ano.

EFE |

Em declaração por escrito, Ban explicou que manteve consultas com o Governo paquistanês e o Conselho de Segurança da ONU sobre a natureza e o âmbito de ação da comissão, solicitada pelo próprio país para identificar os responsáveis pelo crime.

Bhutto, primeira mulher a ser chefe de Governo num país islâmico, foi vítima de um atentado em 27 de dezembro de 2007, após um comício em Rawalpindi, cerca de Islamabad.

"Neste doloroso aniversário, a Secretaria-Geral se solidariza com o Governo e o povo do Paquistão e lhes confirma seu compromisso de contribuir na busca da verdade e da justiça", disse Ban.

Em julho, o secretário-geral já discutiu o assunto com o ministro paquistanês de Assuntos Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, e chegou a um acordo em questões como a natureza da comissão, modalidades de financiamento, formação, livre acesso às fontes de informação relevantes e elementos para proteger sua objetividade, imparcialidade e independência.

No entanto, ainda são necessárias mais consultas com o Paquistão e outras partes da ONU "para analisar outras alternativas e a estrutura da comissão, entre elas suas responsabilidades e o mandato", acrescenta a nota.

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