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Ban Ki-moon qualifica como muito grave situação na RDC

Nova Délhi, 31 out (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, qualificou hoje como muito grave e ameaçadora a situação vivida na República Democrática do Congo (RDC) e pediu à guerrilha tutsi para manter o cessar-fogo que declarou há dois dias.

EFE |

Ban fez estas declarações em entrevista coletiva em Nova Délhi, onde se reuniu com as autoridades indianas dentro de sua visita oficial.

O líder da organização multinacional assegurou que nos últimos dias esteve "intensamente comprometido" nas conversas com os líderes africanos, da União Européia (UE) e dos Estados Unidos sobre a situação na RDC.

Ban explicou que falou com os presidentes ruandês, Paul Kagame, e congolês, Joseph Kabila, assim como com "os principais atores-chave" no conflito.

"A situação é muito ameaçadora agora. Centenas de milhares de deslocados estão sofrendo a situação", disse Ban, acrescentando que a ONU está facilitando a assistência humanitária necessária para enfrentá-la.

O secretário-geral da ONU explicou que há um processo político aberto com o objetivo de garantir o cumprimento do cessar-fogo.

Além disso, expressou sua esperança em que a comunidade internacional seja capaz de "conter a situação".

Ban explicou que a ONU desenvolve na RDC uma missão "crucial" para contribuir com a gestão da situação, com o objetivo de tomar as medidas oportunas "para proteger os civis" e manter "a paz e a estabilidade".

Sobre a possibilidade de reforçar a missão de manutenção da paz da ONU no país, Ban explicou que o plano existe mas se necessita tempo para levá-lo a cabo.

"Havia uma idéia de enviar mais forças, mas precisamos da aprovação do Conselho de Segurança", lembrou.

Também explicou que a UE está considerando o envio de forças multinacionais, embora tenha dito que existe desacordo por parte de alguns membros.

O secretário-geral da ONU minimizou a importância das manifestações e ataques da população congolesa contra as forças de manutenção da paz na RDC, entre elas soldados indianos, que qualificou de "mal-entendidos".

Ban, que chegou ontem a Nova Délhi, se reuniu com o primeiro-ministro, Manmohan Singh, com a presidente, Pratibha Patil, e com o titular de Exteriores, Pranab Mukherjee. EFE mb/ma

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