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Ban Ki-moon pede fim de conflito étnico-religioso na Nigéria

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira que os protagonistas dos http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/08/confronto+etnico+religioso+deixa+500+mortos+na+nigeria+9420585.html target=_topepisódios de violência na Nigéria se contenham ao máximo após as mortes causadas por conflitos religiosos, que deixaram mais de 500 mortos entre os cristãos do centro do país durante o fim de semana.

iG São Paulo |


Ban disse aos jornalistas que se sentia "profundamente preocupado" pela repentina explosão de violência sectária. "Peço que todas as pessoas envolvidas se contenham ao máximo", acrescentou.

No domingo, em apenas três horas, mais de 500 habitantes de aldeias cristãs, em sua maioria mulheres e crianças, foram massacrados com facões e queimados em ataques praticados por pastores muçulmanos no centro da Nigéria, cenário de confrontos religiosos e étnicos, o que gerou "dor e preocupação" ao Vaticano.


Nigerianos observam casa queimada após ataque / AFP

Acredita-se que o massacre, ocorrido a menos de 2 quilômetros da casa do governador de Plateau, Jonah Jang, tenha sido a resposta dos pastores aos confrontos religiosos de janeiro passado, que deixaram 326 mortos. O incidente foi considerado pelos membros da etnia fulani uma ação organizada para assassinar muçulmanos.

O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho.

O massacre aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado.

Acredita-se que o motivo dos enfrentamentos na região seja a luta pela exploração de terras de cultivo entre cristãos e animistas, de um lado, e pastores muçulmanos fulanis, do outro.

Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria já deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a "sharia" (lei islâmica) em 12 estados do norte do país.

* Com AFP e EFE

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