Ban Ki-moon nomeia antigo diplomata da ONU como novo enviado para Chipre

Nações Unidas, 10 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou nesta quinta-feira o veterano diplomata do organismo Taye-Brook Zerihoun como novo enviado especial para o Chipre, onde deverá mediar o processo de reunificação da ilha.

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A porta-voz da ONU, Marie Okabe, indicou que o diplomata - de nacionalidade etíope - substituirá o alemão Michael Moller no cargo assim que o Conselho de Segurança ratificar sua nomeação.

Zerihoun é atualmente o número dois da missão da ONU no sul do Sudão, que, com dez mil militares da organização, fiscaliza o cumprimento do acordo de paz que, em 2005, colocou fim à guerra civil entre o sul cristão e o norte muçulmano.

Ao mesmo tempo, o diplomata exerceu, desde outubro de 2007, o papel de mediador no processo de paz em Darfur organizado pelas Nações Unidas e pela União Africana (UA) em apoio ao enviado especial da ONU ao conflito, Jan Eliasson.

Zeriouhn, que começou sua carreira na ONU em 1981, assumirá sua nova responsabilidade no Chipre em um momento histórico para a ilha dividida desde 1974.

O novo presidente da República do Chipre, Dimitris Christofias, e o líder turco-cipriota, Mehmet Ali Talat, chegaram a um acordo em 21 de março deste ano a fim de recomeçar as negociações para acabar com a divisão.

O Chipre está dividido desde que o Exército turco invadiu o norte da ilha, em 1974, após um golpe de Estado nacionalista greco-cipriota que contava com o apoio do então regime militar de Atenas.

A República do Chipre, de maioria grega e que ocupa dois terços da ilha, é reconhecida pela comunidade internacional e desde 2004 é membro da União Européia (UE), enquanto a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre só é reconhecida pela Turquia. EFE jju/mac/db

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