Ban Ki-moon lamenta morte de civis em operações militares no Afeganistão

Cabul, 4 fev (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que chegou hoje em visita surpresa a Cabul, disse compartilhar a preocupação e a frustração do presidente afegão, Hamid Karzai, por causa da morte de civis durante operações militares na luta contra o terrorismo.

EFE |

Em entrevista coletiva em Cabul junto com Karzai, Ban Ki-moon disse entender a "frustração" que o presidente "suportou por causa dos trágicos incidentes nos quais civis morreram" em ofensivas das tropas estrangeiras mobilizadas no Afeganistão.

"Em muitas ocasiões, expressei minha grande preocupação com que, enquanto (as tropas) realizam operações militares, garantam que não causem vítimas civis", disse.

Ban Ki-moon lembrou também que "o Afeganistão sempre foi uma prioridade máxima" para a ONU, e ofereceu ao Governo de Karzai "o total apoio da comunidade internacional", assim como da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), missão militar sob comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Durante seu discurso, Karzai fez referência também às vítimas civis, assim como "às batidas em casas e as detenções de afegãos", a cargo da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão.

O presidente admitiu "tensões" na relação com Washington, especialmente por causa de bombardeios da aviação americana, como o que deixou cerca de 90 mortos na província ocidental de Herat em agosto de 2008.

"Nas relações entre os dois países, alguma vezes há tensão", reconheceu Karzai, mas garantiu que os laços entre Washington e Cabul continuam "fortes", já que ambos são "parceiros na luta contra o terrorismo".

"Portanto, espero que, em vez de nos pressionar através da imprensa ou diretamente, comece uma negociação conosco e resolva o problema", com base na reivindicação afegã de pôr fim à morte de civis, disse o presidente.

Ban Ki-moon, que chegou esta manhã a Cabul em visita surpresa, já se encontra no Paquistão.

O Ministério de Exteriores paquistanês já tinha informado hoje sobre a visita do secretário-geral da ONU, prevista há uma semana.

EFE lo-amp/an

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