Nações Unidas, 21 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deplorou hoje a considerável perda de vidas humanas e de feridos após os sangrentos combates registrados nos últimos dias na capital da Somália, Mogadíscio.

A porta-voz da ONU, Michele Montas, afirmou que Ban está "profundamente preocupado" com os combates que deixaram dezenas de feridos e mortos.

Montas afirmou que o secretário-geral insta as partes em conflito a que "se abstenham do uso indiscriminado e desproporcionado da força de uma forma que coloque em perigo a vida de civis, particularmente em áreas muito povoadas".

Também acrescentou que lhes lembra que "transformar os não combatentes em um alvo é uma violação da lei humanitária internacional".

Mogadíscio sofreu nos últimos dias um recrudescimento dos combates entre milicianos islâmicos e tropas somalis e etíopes.

Boa parte das vítimas surgiu em razão da troca de tiros de artilharia no norte da cidade, informa a imprensa local.

As tropas etíopes, aliadas aos soldados somalis, castigaram áreas povoadas da capital onde suspeitam que estão sendo mobilizados combatentes islâmicos.

Desde janeiro do ano passado cerca de sete mil pessoas, tanto civis como militares, morreram em razão dos confrontos entre milicianos islâmicos e tropas governamentais.

A Somália não conta com um autêntico Governo central desde a queda do ditador Mohammed Siad Barre em 1991.

Após os confrontos armados entre inúmeros "senhores da guerra", no qual o país se dividiu a partir de então, seguiu o aparecimento das Cortes Islâmicas, que chegaram a controlar Mogadíscio e amplos setores do centro e do sul do país na segunda metade de 2006.

Em resposta, a Etiópia lançou uma ofensiva no final de dezembro deste ano, e desde então mantém milhares de soldados para apoiar o fraco Governo somali. EFE jju/fal

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