Ban Ki-moon exorta junta militar de Mianmar a permitir ajuda mais rapidamente

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou nesta segunda-feira a junta militar de Mianmar a dar prioridade à vida de seus compatriotas e a acelerar o ingresso da ajuda internacional para as vítimas do ciclone Nargis.

AFP |

Durante entrevista à imprensa onze dias depois do ciclone que devastou Mianmar, o chefe da ONU expressou "preocupação e imensa frustração ante a lentidão inaceitável da resposta a esta grave crise humanitária".

"Estamos em um ponto crítico", acrescentou. "Se mais ajuda não entrar rapidamente no país, corremos o risco de enfrentar epidemias de doenças infecciosas que poderão aumentar a dimensão da crise".

Ki-Moon lamentou que o governo de Mianmar "continue a recusar o fornecimento de vistos para a maior parte dos funcionários de organizações humanitários estrangeiras".

"Desta forma, não podemos chegar a um terço das pessoas mais expostas, ou seja, cerca de 217.000", acrescentou.

Do mesmo modo, "o volume de alimento que pôde entrar no país até agora equivale a menos de um décimo das necessidades".

Apesar de reconhecer que o governo de Mianmar "tomou algumas decisões iniciais para reduzir as restrições", Ki-Moo insistiu que "é necessário fazer muito mais".

O secretário-geral lamentou não ter tido condições de falar com o líder da junta militar, Than Shwe, apesar dos seus esforços incessantes desde a semana passada.

Além disso, indicou ter enviado nesta segunda-feira uma carta para a junta, através dos canais diplomáticos, a segunda desde que o ciclone atingiu Mianmar.

"Espero que o governo atue rapidamente para acelerar a emissão de vistos", assinalando que no caso de uma catástrofe de tal amplitude a ajuda de especialistas é indispensável.

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