Ban Ki-moon elogia troca humanitária entre Israel e Hisbolá

Nações Unidas, 16 jul (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou hoje estar profundamente satisfeito com a troca humanitária realizada entre Israel e o grupo xiita libanês Hisbolá.

EFE |

A porta-voz da ONU, Marie Okabe, disse que a troca de hoje supõe para Ban o cumprimento dos aspectos humanitários da resolução 1.701 das Nações Unidas que pôs fim ao conflito de 2006 entre a milícia xiita e o Exército israelense.

O secretário-geral deseja que se realizem novas ações positivas, tal como se vislumbrou durante as negociações que levaram à troca de hoje, disse Okabe.

A ONU foi um dos mediadores que facilitaram a entrega às autoridades israelenses dos restos mortais dos soldados Ehud Goldwasser e Eldad Regev, cuja captura, em 12 de julho de 2006, desencadeou o começo do confronto entre o Hisbolá e Israel, que durou um mês.

Em troca, Israel libertou um grupo de presos libaneses e autorizou a repatriação de cadáveres de combatentes do Hisbolá.

Okabe disse que Ban tinha "em seus pensamentos e em suas orações" as famílias dos falecidos, a quem transmitiu suas "sinceras condolências".

Também expressou a gratidão do secretário-geral ao mediador da ONU nesta troca, o alemão Gerhard Conrad, e à assistência logística do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e à missão da ONU no sul do Líbano (Finul).

Ban espera que, em breve, se avance no caso do cabo israelense Gilad Shalit, capturado por milícias palestinas em Gaza em 2006, assim como no dos palestinos presos em Israel, e considera que "estes passos contribuirão para melhorar a situação humanitária geral da região".

A primeira fase da histórica troca começou quando dois caixões negros com os restos de Regev e Goldwasser foram entregues pelo Hisbolá à Cruz Vermelha Internacional na passagem fronteiriça de Ras Nakura, para serem levados pelo órgão humanitário às autoridades israelenses.

A segunda parte da troca pactuada entre Hisbolá e Israel começou com a chegada do primeiro caminhão com restos de combatentes mortos ao Líbano, que continham os cadáveres de sete libaneses e uma palestina, Dalal Mugrabi.

Depois deste caminhão, virão outros dez, que transportam um total de 199 cadáveres de libaneses, palestinos e tunisianos jihadistas que combateram no Hisbolá.

Um terço da operação foi a libertação de cinco presos libaneses recebidos por uma multidão de seguidores do grupo xiita. EFE jju/rb/db

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