condenação da líder opositora Aung San Suu Kyi a 18 meses de prisão domiciliar em Mianmar. " / condenação da líder opositora Aung San Suu Kyi a 18 meses de prisão domiciliar em Mianmar. " /

Ban Ki-moon e Hillary criticam condenação de Nobel da Paz

WASHINGTON - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, criticaram nesta terça-feira a http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/08/11/lider+opositora+de+mianmar+e+condenada+a+mais+18+meses+de+prisao+7799942.html target=_topcondenação da líder opositora Aung San Suu Kyi a 18 meses de prisão domiciliar em Mianmar.

Redação com agências internacionais |

"O secretário-geral está muito decepcionado com o veredicto para Aung San Suu Kyi e critica profundamente esta decisão", afirma um comunicado da ONU.

Ban exigiu ao regime de fato de Mianmar a "libertação incondicional e imediata de Aung San Suu Kyi e que ela seja considerada sem demora uma parceira essencial no processo de diálogo e reconciliação nacional".

A secretária de Estado americana Hillary Clinton foi ainda mais incisiva. "Ela não deveria ter sido julgada nem condenada. Seguimos pedindo que seja liberada da prisão domiliciar", afirmou Hillary durante uma visita a Goma, leste da República Democrática do Congo (RDC, antigo Zaire), quarta etapa de sua primeira viagem africana desde que ocupa o cargo.

"Também pedimos a libertação de mais de 2 mil presos políticos, incluindo o americano John Yettaw. Nos preocupamos com a severa condenação imposta a ele, especialmente por seu estado de saúde", completou a chefe da diplomacia americana. Yettaw foi condenado a sete anos de prisão e trabalhos forçados.

Um tribunal especial de Yangun condenou a Nobel da Paz de 1991 a três anos de prisão e trabalhos forçados, mas a junta militar reduziu a pena, por considerá-la culpada de ter violado as regras de sua prisão domiciliar ao receber em casa o americano John Yettaw, que chegou à residência - que fica à beira de um lago, nadando.

Críticas

O processo foi criticado como sendo uma forma encontrada pelos militares para manter a líder da oposição presa até depois das eleições programadas para o ano que vem.

O partido de Suu Kyi, Liga Nacional para Democracia, venceu a última eleição no país em 1988, mas nunca conseguiu assumir o poder.

Suu Kyi terminava de cumprir uma pena de cinco anos de prisão quando o intruso invadiu sua casa.

Acredita-se que Yettaw, de 54 anos, sofre de epilepsia, diabetes e transtorno de estresse pós-traumático.

Ele foi internado em um hospital de Yangun e teria sido liberado na segunda-feira à noite, depois de uma semana de tratamento por ataques epilépticos.

* Com EFE e AFP

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