Ban Ki-moon diz que ONU deve estar no centro dos esforços no Afeganistão

Bucareste, 3 abr (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou hoje em Bucareste, onde se reúnem os líderes dos países-membros da Otan, que a ONU deve estar no centro dos esforços multilaterais para estabilizar o Afeganistão.

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Após uma conferência com os países que contribuem para a missão internacional para o Afeganistão (Isaf), o responsável da ONU assinalou perante a imprensa que a segurança desse país requer que "todos mobilizem seus recursos e vontade política".

"É absolutamente necessário continuarmos comprometidos (com o Afeganistão)", disse Ban Ki-moon, acrescentando que estabilizar o país asiático "requereria mais que uma resposta militar".

Em todo caso, o funcionário da ONU reconheceu que no futuro "o Exército afegão deverá tomar a liderança" e considerou como "muito encorajador" que os afegãos queiram assumir, a partir de agosto, a segurança na capital Cabul.

Por sua parte, o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, destacou na mesma entrevista coletiva a importância do envio de 700 soldados franceses adicionais ao leste do Afeganistão.

Assim, o Exército americano poderá retirar parte de suas forças que estão no local e transferi-las para reforçar sua presença no sul, em torno da cidade de Kandahar, o principal foco de enfrentamento com os talibãs.

Scheffer acrescentou que a presença dos soldados americanos nessa zona "não tem limite de tempo".

O Canadá havia ameaçado se retirar do Afeganistão se não recebesse mais apoio em sua luta contra a guerrilha fundamentalista dos talibãs, que já custou numerosas vidas nos últimos meses.

A Otan lidera a Isaf - composta por 40 países aliados e não aliados - com uma força total de 47 mil homens e cujo número será elevado por uma dezena de países nas próximas semanas.

As tropas mais numerosas são as dos Estados Unidos, com cerca de 19 mil homens, enquanto a França aumentará sua presença dos 1.430 atuais para 2.100 soldados. EFE jk/fb

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