Ban Ki-moon diz que não há condições para eleições em Honduras

NOVA YORK - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, decidiu nesta quarta-feira suspender a assistência eleitoral a Honduras, por considerar que a instabilidade no país não torna possível a realização de eleições.

Redação com agências internacionais |


Ban "não acredita que atualmente existam condições para realizar um pleito que devolva a paz e a estabilidade ao país", segundo afirmou Michèle Montas, porta-voz da ONU.

Na terça-feira, o Brasil pediu que o Conselho de Segurança das Nações Unidas convoque uma reunião com o objetivo de discutir "a segurança do presidente Zelaya e a integridade física das instalações da Embaixada e de seu pessoal". Os Estados Unidos destão avaliando o pedido.

"Temos a Presidência do Conselho de Segurança este mês e, nesse papel, estamos trabalhando nessa solicitação", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly. "Não temos detalhes sobre quando exatamente a reunião será realizada, mas estamos vendo a iniciativa de forma positiva".

O porta-voz também comunicou que os EUA apoiam o convite do chanceler do Governo de facto hondurenho, Carlos López Contreras, para que um grupo de ministros das Relações Exteriores de países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) viaje a Tegucigalpa para "ajudar a promover o diálogo".

"Recebemos esse anúncio com satisfação e esperamos apoiar essa iniciativa", disse Kelly. Kelly destacou que os detalhes sobre quem vai a Tegucigalpa, quando e qual o contexto do novo diálogo são assuntos ainda incipientes.

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